Entre o fim de 1982 e o início de 1983, o governo Figueiredo iniciou negociações com o FMI para adquirir empréstimos que pudessem refinanciar a dívida externa, que crescia exponencialmente desde o início da década de 70. Como condição ao empréstimo, entretanto, o FMI exigia o corte de gastos públicos.
Com isso, em maio de 1983, o governo mandou ao Congresso Nacional o decreto-lei nº 2025. O livro Paulínia: Petróleo e Política, organizado por Vinícius Caldeira Brant, aponta que a medida propunha a extinção de todos os benefícios dos servidores das estatais (abono férias, promoções, auxílios para alimentação e transporte, salário adicional anual, participação nos lucros, recompensas das chefias), estabelecia prazos para uma redução de dez por cento do efetivo das empresas e proibia novas contratações e investimentos por um ano.

Houve imediatamente uma forte reação dos sindicatos e associações de servidores públicos, com a decretação de estado de greve em várias entidades pelo país. Diante dessa iminente mobilização, o governo retirou o decreto-lei de pauta, mas por pouco tempo.

ACT 2025

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