Sindipetro Unificado manifesta apoio às greves da Unicamp, USP e Unesp

Estudantes e funcionários reivindicam melhorias nos serviços, aumento orçamentário e, no caso de Campinas, rejeitam autarquização da área de saúde

Foto: Luiza Coelho (Estudantes Ninja)

O Sindipetro Unificado manifesta apoio ao movimento grevista que ocorre na Universidade de Campinas (Unicamp), na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Iniciada no dia 14 de abril na USP, a greve se estendeu à Unicamp, onde estudantes paralisam cursos em luta contra o desmonte e a precarização, e reivindicam o fortalecimento das políticas de permanência estudantil, como a moradia, o transporte e a alimentação.

Na Unicamp, a mobilização é unificada entre estudantes e trabalhadores, que denunciam um “abandono institucional que aprofunda desigualdades dentro da própria universidade, política que alinhada a um projeto mais amplo de desmonte, atinge estudantes de diferentes campi”.

Fiel a sua história, o Sindipetro Unificado declara seu apoio à greve na educação, justa e necessária, que coloca mais uma vez na mesa o debate sobre a importância do investimento na educação, para que seja uma educação de qualidade e inclusiva, para que seja um direito e não uma mercadoria. O diretor do sindicato, Carlos Reis, afirma: “A educação é um direito que não pode ser negociado nem vendido ao capital. Reivindicamos uma educação pública cada vez mais robusta e democrática. Sabemos muito bem que a ultradireita e o governo Tarcísio buscam sucatear e precarizar para facilitar processos de venda, privatização e terceirização de serviços. Os estudantes e trabalhadores não irão permitir, e saibam desde já que contam com todo nosso apoio”.

Confira as principais pautas reivindicadas pela greve:

  • Contra a autarquização: Os estudantes, trabalhadores e docentes lutam desde o ano passado contra a autarquização do complexo de saúde da Unicamp, que identificam como sinônimo de insegurança e precarização, assim como uma via para a privatização.
  • Contratação docente e de servidores: Os estudantes denunciam que nos últimos anos está ocorrendo um processo de precarização nas áreas de ensino e funcionamento institucional, com cursos que enfrentam sobrecarga de trabalho docente e redução de seus quadros, devido à falta de reposição. Também denunciam que inúmeros setores da universidade encontram dificuldades para funcionar plenamente devido à falta de técnicos administrativos.
  • Expansão dos serviços de atendimento de denúncias de racismo e violência sexual: Segundo os estudantes, tanto o Serviço de Atendimento à Violência Sexual (SAVS) quanto o SAER (Serviço de Atendimento e Encaminhamento Institucional das Denúncias de Racismo) enfrentam sérios problemas estruturais, contam com quadros insuficientes de profissionais para atender a demanda da universidade e não estão presentes em todos os campi.
  • Moradia digna para todos os campi: Os alunos reivindicam o início imediato das obras da moradia do campi de Limeira, junto à ampliação e reforma da moradia de Campinas.
  • Outras pautas: Recomposição e isonomia salarial para docentes e servidores; fim de contrapartida de trabalho das Bolsas, expansão do sistema de transporte da Unicamp e melhorias na alimentação do bandeijão; reformas estruturais; acessibilidade na Universidade.

Posts relacionados

Recorde histórico marca eleições do CFT/CRTs e amplia mobilização nacional

Vitor Peruch

Mulheres petroleiras de todo o Brasil iniciam encontro em BH com foco no enfrentamento à violência e na ampliação de direitos

Maguila Espinosa

Classe trabalhadora ocupa Brasília em marcha por direitos e soberania

Maguila Espinosa

ACT 2025

Responda a pesquisa da campanha reivindicatória 2025