Com maior número de chapas já registrado e votação online obrigatória, pleito ganha força em todo o país; sindicato reforça importância da participação da categoria
Por Vítor Peruch
As eleições do Sistema CFT/CRTs para a gestão 2026/2030 entram em uma fase decisiva com o início oficial da campanha eleitoral, marcada por um cenário de forte mobilização da categoria e participação recorde. Segundo dados do Sistema WebVoto, divulgados no Portal das Eleições em 5 de março de 2026, o pleito registrou 1.002 chapas inscritas, reunindo 2.233 profissionais na disputa por 717 cargos entre o Conselho Federal e os 16 Conselhos Regionais — o maior número já registrado desde a criação do sistema.
O processo eleitoral, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de maio em formato 100% online, reforça a importância da participação dos técnicos industriais, cujo voto é obrigatório. A adesão expressiva é interpretada como um sinal de amadurecimento institucional e maior engajamento da categoria nas decisões que impactam diretamente o exercício profissional.
Entre os candidatos à presidência do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), Marcelo Cestari, da Chapa 7 – Inovetec, destaca a necessidade de modernização e transparência. “Nosso compromisso é construir um conselho que preste contas de forma clara e acessível, onde cada profissional saiba exatamente como os recursos estão sendo aplicados”, afirma. A proposta da chapa inclui medidas como auditoria externa independente, painéis públicos de dados e indicadores de retorno técnico.
No cenário regional, a disputa pelo CRT-SP também mobiliza profissionais. O técnico Edirlei Rodrigo Crepaldi, candidato a diretor administrativo pela Chapa 61 – Inovetec SP, ressalta a importância da representatividade. “A participação ativa dos técnicos é fundamental para fortalecer a nossa categoria e garantir que nossas demandas sejam efetivamente atendidas”, declara. Crepaldi é Técnico de Manutenção no Terminal de Barueri da Transpetro e tem mais de 16 anos de empresa.
Já Luiz Elmar Beloti, que encabeça a mesma chapa estadual, defende uma atuação mais próxima da base. “Precisamos de um conselho presente, que dialogue com os profissionais e atue na defesa concreta das prerrogativas da nossa profissão”, afirma.
Além das propostas administrativas, temas como valorização da imagem do técnico industrial, inovação tecnológica e defesa do mercado de trabalho estão no centro do debate. As Chapas 7 e 61, por exemplo, propõem iniciativas como o “Protocolo 5D”, voltado à digitalização e desburocratização dos serviços, além de programas de capacitação alinhados à Indústria 4.0.
Para o diretor do Sindipetro Unificado, Rodrigo Araújo, o momento exige escolhas conscientes por parte da categoria. “É fundamental que os técnicos analisem as propostas e optem por projetos que realmente tragam avanços estruturais para o sistema. No nosso entendimento, há chapas que apresentam um conjunto mais consistente de soluções para os desafios atuais”, afirma.
Araújo ainda complementa que, para ele, “a defesa das prerrogativas profissionais, aliada à transparência e à modernização, deve ser prioridade. Por isso, é importante apoiar iniciativas que demonstrem compromisso real com essas pautas e com o fortalecimento da categoria como um todo”.
Com a campanha em andamento, o processo eleitoral se consolida como um dos mais relevantes da história do sistema, refletindo não apenas o crescimento da participação, mas também a busca por um modelo de gestão mais eficiente, transparente e alinhado às demandas contemporâneas dos técnicos industriais brasileiros.

