Redução de efetivo nas termelétricas da Petrobrás preocupa petroleiros

Proposta de redução de operadores de quatro para três por grupo na UTE-NPI gera preocupação entre trabalhadores; Redução já foi implementada na UTE-TLG

três lagoas
Termelétrica Três Lagoas vem sofrendo com redução do efetivo desde o governo Bolsonaro (Foto: Petrobrás)

Durante a gestão do governo Bolsonaro, entre os anos de 2019 e 2022, as termelétricas da Petrobrás, devido a tentativa de desmonte da empresa, enfrentaram uma redução no número de trabalhadores e mudanças nas condições de trabalho. Essa situação permanece e o Sindipetro Unificado recebeu relatos de trabalhadores e trabalhadoras afirmando que algumas unidades estão operando com menos trabalhadores do que o necessário.

Os relatos apontam que, além da redução do efetivo, essa gestão foi marcada por “perseguição aos trabalhadores e movimento sindical, inclusive com suspensões daqueles que participaram de greves aprovadas em 2018 e 2020”.

Segundo a coordenadora geral do Sindipetro Unificado e diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira, embora tenham ocorrido reuniões locais em 2023, com sinalizações de que a relação com os trabalhadores melhorariam, “na prática, pouca coisa mudou. Fizeram apenas um rodízio dos gerentes das plantas, depois de mais de um ano, estamos vendo que a prática permanecerá a mesma”. 

De acordo com a coordenadora geral, as unidades continuam operando com menos pessoal do que o necessário, resultando em trabalho extra durante folgas para os operadores. Além disso, a gerência da Usina Termelétrica Nova Piratininga (UTE-NPI)  propôs reduzir o número de operadores de quatro para três por grupo.

A direção do Sindipetro Unificado conversou com os operadores da unidade e concluiu que essa redução é inadmissível, já que para garantir a segurança operacional é necessário pelo menos dois operadores no painel e dois no campo.

Em uma reunião local sobre o tema, a empresa apresentou um estudo, que segundo o diretor do Sindipetro Unificado, Rodrigo Araújo, “não conseguiu comprovar como seria possível ter a redução e garantir a segurança operacional”. Essa redução já foi implementada de forma unilateral e não oficial, sem qualquer discussão com os trabalhadores na Usina Termelétrica de Três Lagoas (UTE-TLG), no estado do Mato Grosso do Sul.

Albérico Queiroz, diretor do Sindipetro Unificado, afirma que a proposta vai “na contramão do momento de reconstrução pelo qual a empresa está passando” e acrescenta que os trabalhadores percebem que “esses gestores ainda estão na mentalidade da economia de planilha, que levou ao sucateamento vivido pela categoria nos governos anteriores”. 

O sindicato afirma que vai intensificar as conversas com a categoria e fará as mobilizações necessárias para barrar essa redução de efetivo. No entendimento da entidade, expressado pela sua coordenadora geral, “É necessário acabar de forma definitiva com práticas equivocadas herdadas do passado, e fazer com que a Petrobrás cumpra com a promessa de se tornar uma empresa mais humana, que cuida dos seus trabalhadores e trabalhadoras”.

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