Privatizada, BR pretende demitir 30% dos trabalhadores

Além do plano de demissão, a BR Distribuidora está negociando redução de salários com profissionais que ganham acima de R$ 11,6 mil

O presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, afirmou ao jornal O Globo que a companhia está pensando em vender a sua participação da ES Gás, distribuidora de gás natural do Espírito Santo, criada este ano para assumir o contrato de concessão do estado. As informações são do site EPBR.

A ES Gás foi criada para encerrar uma disputa sobre os direitos de distribuição do energético, antes exclusivos da BR Distribuidora. Foi alcançado um acordo para criação de uma nova estatal, com participação do estado e da então subsidiária da Petrobrás. “Pretendemos vender algumas fábricas de asfalto, cerca de dez, algumas inativas. Outra área da qual estamos pensando em sair é da distribuidora de gás natural no Espírito Santo, além de duas termelétricas das quais temos concessão, mas que ainda não foram construídas, e uma empresa de transporte terrestre de gás natural no Nordeste, além de alguns imóveis”, afirmou o presidente da BR.

Grisolia também defendeu que o plano de demissão voluntária lançado na companhia (e paralisado pela Justiça) é uma saída para não demitir funcionários, agora que a empresa deixou de ser controlada pela Petrobrás. “(…) A empresa tem mais pessoas do que precisa para tocá-la, na comparação com outras, e que nosso salário médio é maior. (…) Não tem sangria desatada, mas a gente precisa fazer. O PDO é importante.

Além do plano de demissão, a BR Distribuidora está negociando redução de salários com profissionais que ganham acima de dois pisos do teto do INSS, ou R$ 11,6 mil. “Já fizemos as repactuações com relação ao salário fixo menor, 30% a 40% menos. Cerca de 200 aceitaram. Continuam com as mesmas funções e as mesmas horas de trabalho. Os salários dos diretores também foram ajustados, mas já estavam mais em linha com os do mercado”, afirmou.

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