O BRASIL REFÉM DA ESPECULAÇÃO DO MERCADO
Como a privatização da BR Distribuidora fez explodir a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras de combustíveis, atualmente 100% privadas
Por Guilherme Weimann | Artes: Rangel Egídio | Programação: Luana Santos
Em dezembro de 2017, sob o governo de Michel Temer, o país deu início ao desmonte de uma de suas empresas mais estratégicas, a BR Distribuidora – até então uma subsidiária da Petrobrás. Com 23% do mercado de distribuição e proprietária de mais de 8 mil postos de combustíveis, passou a se chamar Vibra, mas manteve a BR. Com a sua privatização, a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras disparou nos últimos anos, deixando o país à deriva do humor e da sanha da especulação do mercado.
Como a BR detinha cerca de um quarto da distribuição e revenda de combustíveis, a Petrobrás conseguia ter alguma influência sobre os preços finais para o consumidor. Com a sua privatização, entretanto, o mercado passou a controlar totalmente os preços nas bombas. Confira o levantamento da reportagem do Sindipetro Unificado a partir de dados do Ministério de Minas e Energia:
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9 ANOS DE GASOLINA NO BRASIL
PREÇO MENSAL (R$/L) · DEZ/2017 – MAR/2026
* Entre dezembro de 2017, no início da privatização, até março de 2026, a margem da distribuição e da revenda subiu de R$ 0,55 para R$ 1,52, um aumento de 176%. A inflação do período foi de apenas 52,81%.
* Apenas entre fevereiro e março deste ano, a margem da distribuição e da revenda subiu R$ 0,39 – um reajuste de 34,5%.
