Bronca do Peão: Na TE, o erro é da gestão — mas quem paga é o peão

Sucessivos erros colocam vidas em risco e terminam em mais uma demissão injusta

(Imagem gerada por Inteligência Artificial)

Por Bronca do Peão*

Mais um acidente na área de Transferência e Estocagem escancara a falta de gestão e de compromisso da gerência e da coordenação do setor. Desta vez, um trabalhador foi exposto a hidrocarboneto durante a liberação de uma válvula para manutenção.

O detalhe é que a intervenção foi planejada utilizando como referência o tag da tubulação e a localização do equipamento, que ora citava “em frente ao TQ-4801”, ora “em frente ao TQ-4802”. Durante a execução, a equipe foi direcionada para a válvula manual a montante de uma controladora do craqueamento. Mesmo assim, a TE planejou a ordem de manutenção e liberou o serviço.

Não foi feita ARO, nem LIBRA, tampouco houve coemissão que indicasse uma PT combinada. As recomendações da análise de riscos foram ignoradas. Mesmo com a PT emitida em cor vermelha — indicando alta criticidade — o gerente e a coordenação autorizaram o serviço sem se atentar nem ao tag ou à localização do equipamento indicados na permissão. Nenhuma preocupação, nenhuma atenção diferenciada, demonstrando mais uma vez que a “liderança” não se incomoda em colocar a vida dos trabalhadores da Replan em risco, desde que seus “preciosos” cargos estejam a salvo.

Enquanto isso, continuam a onerar a equipe com a falta de recomposição de efetivo, descumprimento do número mínimo, sobrecarga de trabalho, várias intervenções imediatas, falta de treinamento e terceirização de postos críticos, como o de emissão de PTs.

A solução encontrada para a ocorrência foi demitir o trabalhador — um pai de família —, porque é mais fácil ignorar um problema crônico de gestão e varrer as falhas para debaixo do tapete do que apontar os verdadeiros responsáveis pelos erros grosseiros que vêm acontecendo há tempos na TE.

Pelo visto, o cuidado com as pessoas e a tal “liderança humanizada” são privilégios dos apadrinhados, que se protegem mutuamente, enquanto os trabalhadores vivem assombrados com a ameaça constante de demissão.

*Texto escrito por petroleiro que preferiu não se identificar.

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