Petrobrás apresenta contraproposta insuficiente para o ACT, opina FUP

Para FUP e FNP a primeira contraproposta do Sistema Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) está “bem aquém” das expectativas da categoria

FUP critica avanços pontuais na contraproposta e considera que ainda está aquém da expectativa da categoria petroleira (Foto: FUP)

Por Comunicação da FUP

Gestores do RH da Petrobrás e subsidiárias apresentaram, nesta terça-feira (12/09), a primeira contraproposta à Pauta de Reivindicações da categoria petroleira, durante reunião no Edisen. Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a proposta não contempla os avanços esperados pela categoria e está “bem aquém das expectativas dos petroleiros e petroleiras”.

Diante de um dos maiores Acordos Coletivos formulados, a direção da FUP, sinalizou ponto a ponto cada item que precisa ser discutido para avançar na negociação.

Como parte dos desdobramentos da reunião e também da deliberação dos congressos das duas entidades, que aprovaram a necessidade de ações unificadas na campanha do ACT, nesta terça (13/09) pela manhã, dirigentes da FNP e da FUP se reuniram pela segunda vez para fazer uma avaliação comum da proposta e projetar os próximos passos da mobilização.

As duas federações aprovaram um calendário comum de assembleias, que ocorrerão entre 14 e 26 de setembro, além de um indicativo de assembleia permanente. Vale salientar que com novo governo, a nova gestão da Petrobrás se comprometeu a não praticar represálias aos trabalhadores e trabalhadoras que participarem das assembleias do ACT.

Entre os pontos consensuados, estão cobrar da Petrobrás uma cláusula de ultratividade no ACT deste ano e a inclusão da prorrogação da licença maternidade para as mães não gestantes já no termo de antecipação da reposição da inflação (4,61%/IPCA), a ser assinado até o dia 18/09.

As federações também deliberaram pela criação de uma comissão para discutir com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) a Resolução n° 42, buscando destravar os impedimentos de avanços no plano de saúde da categoria petroleira, a AMS, um dos pontos onde o avanço é menor.

Segundo afirmaram em nota ambas federações: “A unificação das entidades é muito importante para evidenciar à categoria o interesse comum em avançar no Acordo Coletivo deste ano. Mas as conquistas somente serão possíveis se a categoria estiver organizada”.

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