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Trabalhadores rumo à greve geral contra a reforma da Previdência

Por Norian Segatto

Realizado pela primeira vez de maneira unitária por todas as centrais sindicais em atividade no Brasil, as comemorações do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho, reuniu em São Paulo cerca de 200 mil pessoas, no Vale do Anhangabaú. Dirigentes do Unificado marcaram presença durante todo o evento, levando a bandeira da defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores e contra a privatização da Petrobrás. “A Petrobrás é nossa, do povo brasileiro, não pertence a nenhum governo de plantão, por isso ninguém tem o direito de vendê-la na bacia das almas para pagar compromissos golpistas internacionais”, destacou o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.

As comemorações do Dia do Trabalho começaram por volta das 10 horas, com apresentações musicais de artistas populares, como a cantora Ludmilla. No meio da tarde se iniciaram as falações políticas. O ponto central foi o combate à reforma da Previdência, que irá causar profundo impacto na população, piorar as condições de vida da população mais idosa, impactar nos programas de saúde (a Previdência não é apenas aposentadoria, é todo um sistema de seguridade, que inclui o SUS e outros setores importantes) e transferir bilhões de reais do povo para os banqueiros. No Chile, modelo que o governo Bolsonaro se inspira, cerca de 40% da população não consegue mais se aposentar, a maioria dos que conseguem recebe aproximadamente meio salário mínimo; na outra ponta, os seis fundos financeiros que operam na previdência privada do Chile acumulam patrimônio equivalente a 70% do PIB do pais (clique aqui para conferir mais sobre o sistema chileno)

Na Pressão

Como parte do movimento contra a reforma da Previdência, a CUT lançou o “Na pressão”, uma plataforma virtual para que as pessoas possam enviar mensagens aos congressistas, ao judiciário e outras autoridades.

 

Greve geral

Para barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), da reforma, as centrais sindicais indicaram o dia 14 de junho para a realização de uma greve geral em todo o país. Para o presidente da CUT Vagner Freitas o “único jeito de barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro é nas ruas. É com greve geral”.

 

Origem do 1º de maio

As comemorações do 1º de Maio  têm origem na grande manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, na França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial.

Desde então, em todo o mundo, a data é comemorada como um dia de resistência da classe trabalhadora e de luta por melhores condições de trabalho e vida. No Brasil, no 1º de maio de 1940, Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo; no ano seguinte, na mesma data, era criado o Ministério do Trabalho.