Transpetro suspende contratos e coloca trabalhadores em risco

Em meio a pandemia de covid-19 a empresa, além de suspender contratos de terceirizados, coloca em risco os trabalhadores ao aumentar as demandas por exposições desnecessárias

Com a pandemia de covid-19, o teletrabalho se tornou uma realidade para boa parte dos ocupados no país. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em maio, 13,3% da pessoas, o equivalente a 8,7 milhões de trabalhadores, exercia o home office.

Porém, há quem não pode deixar as bases para realizar o trabalho em casa e o sentimento é de que, após a utilização das máscaras como item obrigatório de segurança, não há mais nenhuma outra forma de contaminação.

Durante a pandemia, a Transpetro tem realizado, em plena pandemia, um número elevado de manutenções. Para o planejamento, tudo virou prioridade e somado a isso, há a redução e em alguns lugares até a extinção do contrato de apoio de terceirizados, o que acarretará num aumento de trabalho ainda maior para os trabalhadores da manutenção.

Além disso, o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP) recebeu denúncias de que no Osbra a empresa não tem realizado de forma correta o pagamento das horas extras.

A situação da falta de efetivo na Transpetro fica cada vez mais evidente, tanto na manutenção como na operação. No caso do Osbra, os trabalhadores da operação não têm conseguindo se manter no limite de dias no sobreaviso por falta de efetivo. Em Guarulhos, há casos em que apenas um operador atua em alguns grupos, situação que coloca em risco a vida desses petroleiros.

As caldeiras que existem nos terminais de São Caetano e Barueri foram terceirizadas e houve uma alteração na forma de operá-las. Com a companhia retomando essa função para o pessoal próprio, seria necessário um período longo de treinamento, justamente o contrário das orientações curtas e virtuais que foram aplicadas.

Para piorar, os cursos virtuais de poucas horas têm servido para empresa mudar área de atuação dos técnicos da manutenção, como denuncia o coordenador da regional do Sindipetro-SP, Luiz Felipe Grubba.

“Com um cursinho de algumas horas, a empresa acredita que um técnico em elétrica estará apto a exercer a função de mecânico, instrumentista ou qualquer outra função. Mas, com isso, a Transpetro desrespeita a legislação e banaliza a formação técnica dos trabalhadores, colocando o sistema e a eles mesmos em grave risco”, afirma.

Pressão

Para debater esses problemas e outras questões, o Sindipetro-SP solicitou uma reunião no dia 12 de agosto, mas até o momento não obteve nenhuma resposta.

A direção do sindicato reforça a necessidade do diálogo para que ações ilegais e prejudiciais à vida dos trabalhadores não sigam dentro da Transpetro.

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