Na tarde de sábado, desafios dos cenários brasileiro e internacional foram analisados por militantes de movimentos populares aliados dos petroleiros e petroleiras

Na segunda mesa do Congresso Estadual do Sindipetro Unificado e do Sindipetro São José dos Campos, que acontece na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), entre os dias 30 e 31/05, Dalila Calisto, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Marcelo Leal, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), debateram os principais desafios da conjuntura atual.
Segundo Dalila, há oportunidade política e social para voltarmos a falar de soberania: “Precisamos elevar nossa capacidade de debate programática com a sociedade e conectar isso com as grandes maiorias sociais”, defendeu.
Ela ainda destacou a força e potência que a classe trabalhadora tem para pressionar o Estado e mobilizar a sociedade brasileira. Além disso, destacou a relevância da luta das mulheres, que têm desempenhado um papel fundamental no combate ao fascimo. “Estamos na organização cada vez mais como sujeito político, olhando para esse contexto histórico”, ressaltou.

Já Marcelo trouxe como o agronegócio se apresenta como uma das principais frentes do conservadorismo e da ultradireita brasileira e consegue apoio para franca expansão. Para ele, é preciso agir com “estratégia e tática” na recuperação da ideia de um projeto nacional. A ideia de um só Brasil, já que, no que identifica como o último ciclo de longo prazo – depois do golpe de 2016 – observa um domínio do conservadorismo.
“Temos que incorporar as mudanças climáticas como um fator de economia e como um fator político, que vai modificar as estruturas tecnológicas, impactar a produção de alimentos e, logo, a população como um todo”, destacou. O tema da transição energética surgiu, assim, como um ponto de conexão da população à indústria petroleira, que precisa ser acessado em todas as camadas sociais.
A situação da América Latina também foi tema do debate e reflexões de como nossas organizações podem – com pensamento político e estratégico – agir em defesa da democracia e da soberania, pela construção da unidade na luta popular e na resistência aos ataques do imperialismo.
“É preciso resgatarmos nossa capacidade de construir esperança, solidariedade e novos futuros possíveis nesse cenário ruim que a gente está vivendo para movermos um projeto único, soberano e popular”, conclui Dalila.
O Congresso segue até domingo (31/05), na ENFF, e levantará propostas, com foco na “Pauta pelo Brasil Soberano” rumo ao XX CONFUP, que acontece em Salvador, de 20 a 24 de julho.




