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Petroleiros em São Caetano aderem à greve e empresa impede cumprimento da decisão do TST

A greve contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), a demissão de mil petroleiros e as medidas unilaterais adotadas pela empresa que ferem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) chega ao 11º dia nesta terça-feira (11) com a adesão de novos terminais.

Em São Paulo, os trabalhadores do terminal de São Caetano, na região do Grande ABC, decidiram hoje integrar o movimento de paralisações que tem crescido desde o dia 1º de fevereiro. Segundo levantamento da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a categoria cruzou os braços em 102 unidades do Sistema Petrobrás organizadas em 13 estados.

Petroleiro marchar rumo à Recap para cobrar diálogo com a emrpesa

Para o coordenador geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, Juliano Deptula, a resposta amplamente positiva das bases ao protesto é resultado da postura da Petrobrás na campanha salarial.

“Tivemos um avanço muito grande em um pequeno espaço de tempo porque a gente vem de uma campanha salarial em que o assédio moral da empresa abalou os trabalhadores e deixou claro qual seria a nova política da direção da companhia. Nossas assembleias têm acontecido com a participação de um grande número de companheiros que trazem até os familiares para entender o que está ocorrendo”, disse.

Canais fechados

Paralelo à mobilização, a categoria tem buscado de todas as formas abrir canais de diálogo com a direção da empresa, que tem dificultado qualquer conversa. Nesta manhã, uma comissão regional de negociação do Sindipetro tentou ingressar na Recap para discutir condições que garantam a manutenção de 90% do efetivo durante a greve, conforme determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no último dia 4.

Para isso, a comissão cobrou o acesso ao local com o objetivo de mapear a situação dos trabalhadores e da planta, verificando as condições de segurança e produtividade. O grupo, porém, foi recebido por um funcionário do setor de recursos humanos, que barrou a entrada do sindicato.

 

“O representante da empresa disse que tínhamos apenas que entregar uma lista de trabalhadores que iriam assumir o turno, mas não é assim, precisamos entender o cenário para saber quem assumiria a unidade. A empresa quer que cumpra a liminar, mas não cria condições para que esse cumprimento se efetive”, lembra o diretor do Sindipetro, Renato Lorett.

Audiência agendada

Um audiência está pré-averbada para o próximo dia 17, na sessão de dissídios coletivos do TST, na qual os petroleiros esperam ser ouvidos para mostrar porque a liminar que cobra a manutenção de 90% do efetivo deve ser derrubada, com base no direito à greve e à defesa do emprego garantido pela Constituição.

“A empresa não pode definir de uma hora para outra que vai demitir milhares de trabalhadores e ainda passar por cima de um acordo coletivo que definia a necessidade de negociação com o sindicato em caso de qualquer mudança no efetivo.”

*Por Luiz Carvalho

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