Chapa única é eleita com 98,72% dos votos para representar o Sindipetro Unificado nos próximos três anos

Foram coletados 1002 votos em dezenas de bases da Petrobrás e de suas subsidiárias; já o Departamento de Aposentados (DAESP) foi eleito com 100% dos votos

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Membros da diretoria do Sindipetro Unificado e trabalhadores que conduziram o processo eleitoral

Terminou neste sábado (4), após um amplo esforço para possibilitar a maior participação possível de trabalhadores, o processo eleitoral do Sindipetro Unificado. A Chapa 1 (única) foi eleita com 98,72% dos 1002 votos coletados entre os trabalhadores da ativa. Já o Departamento de Aposentados (DAESP) foi eleito com 100% dos 207 votos coletados. A apuração ocorreu na sede de Campinas do sindicato, sob a coordenação do petroleiro Rogério Santarosa, que presidiu a Comissão Eleitoral.

Com isso, apesar da renovação de alguns nomes, a atual diretoria recebeu o aval da base para continuar o trabalho que já vem realizando nos próximos três anos (2026-2029). “Na última eleição fomos eleitos com pouco mais de 90% dos votos, nesta eleição tivemos mais de 98% dos votos, o que demonstra que a aprovação do nosso trabalho só aumentou. É agarrar essa confiança dos petroleiros e trabalharmos juntos para conquistar mais direitos para a categoria e construir uma Petrobrás e um país a serviço do povo brasileiro”, afirma a diretora do Sindipetro Unificado e coordenador interina da FUP, Cibele Vieira.

Os principais compromissos assumidos pela chapa eleita é lutar pela reestatização do Sistema Petrobrás; a defesa irrestrita dos direitos dos trabalhadores; a valorização dos aposentados e pensionistas – incluindo o fim dos PEDs; e o combate à extrema direita, com o fortalecimento da democracia.

Compõem a chapa trabalhadores da ativa; e aposentados do DAESP. Também foi eleito o Conselho Fiscal. “Buscamos na composição dessa chapa abarcar a maior diversidade possível de bases, de gênero e de visões sobre o próprio sindicato – tudo isso sobre o guarda-chuva dos nossos princípios, obviamente, que é a defesa irrestrita dos trabalhadores e de uma Petrobrás a serviço do povo brasileiro”, explica o coordenador geral do Sindipetro Unificado, Steve Austin.

“Nosso último jornal teve como manchete ‘nossa primeira eleição’. Isso porque esta, que nos elegeu para os próximos anos, foi apenas a primeira eleição deste ano, a próxima será muito mais desafiadora. Vamos ter que nos mobilizar como petroleiros para eleger um presidente, governadores, senadores e deputados que entendam o papel estratégico da Petrobrás para a soberania do país”, opina o diretor Juliano Deptula.

Chão percorrido

“Com apenas uma urna, foram 2965 quilômetros que percorremos em seis dias, não paramos nem para almoçar. Mas valeu a pena. Tivemos a oportunidade de conversar com trabalhadores de oito unidades e realidades diferentes”, conta a trabalhadora da TBG e diretoria do Sindipetro Unificado, Maria Julia Wegher.

“A eleição, mais do que coletar votos, também serviu como instrumento para fomentar o diálogo entre os trabalhadores, para que o sindicato realizasse um processo de escuta ativa – que servirá como base para as melhorias internas e lutas externas nos próximos anos”, aponta o trabalhador da Transpetro e diretor de Comunicação, Rodrigo Araújo.

No total, circularam 16 urnas por milhares de quilômetros pelo Brasil, o que reflete a grandeza e o tamanho do desafio desta diretoria para este próximo mandato.

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