As reivindicações atendidas pela Petrobrás no oitavo dia de greve nacional petroleira, se somam aos avanços que a categoria já havia garantido na luta e que resultaram no atendimento dos três eixos da campanha reivindicatória

Da comunicação da FUP, com informações do Sindipetro Unificado
Após a Petrobrás garantir que não haverá punições para os grevistas e que todas as empresas subsidiárias irão acompanhar o Acordo Coletivo conquistado, o Conselho Deliberativo da FUP aprovou, por ampla maioria, o indicativo de aceitação da contraproposta e de suspensão da greve. Esses e outros pontos atendidos na reunião desta segunda, 22, com a empresa se somam aos avanços que a greve já havia arrancado e que resultaram no atendimento dos três eixos da campanha reivindicatória.
O Sindipetro Unificado convocou para assembleias para esta terça-feira em suas bases. Ao final da matéria, confira os horários e locais de cada assembleia.
A Petrobrás concordou em abonar metade dos dias parados e descontar sem reflexos os outros 50% (ou banco de horas, conforme escolha do empregado). A empresa também formalizou a apresentação da carta-compromisso para solução dos PEDs, atendendo as tratativas feitas previamente com a FUP, como a garantia de que o modelo do novo plano aprovado na Comissão Quadripartite será apresentado pela Petrobrás na mediação com o TCU. Além disso, a Transpetro concordou em criar um GT com participação do Sindipetro AM e da FUP para corrigir as distorções entre trabalhadores de Coari e Urucu, garantindo, assim, a isonomia para esses empregados.
Esses pontos, garantidos no oitavo dia de greve nacional petroleira, se somam ao resgate de direitos históricos que haviam sido perdidos nos governos passados e às novas conquistas que fortalecem o ACT, garantindo uma distribuição mais justa da riqueza gerada para todo o conjunto da categoria: ativa, aposentados e pensionistas, bem como os prestadores de serviço. A contraproposta amplia direitos e benefícios para trabalhadores da holding e das subsidiárias, atendendo os diversos segmentos da categoria, como o setor administrativo, o refino e o offshore.
Somam-se a essas conquistas, o compromisso arrancado na greve de instalação de um Fórum para discutir a integralidade dos pontos elencados pela FUP na Pauta pelo Brasil Soberano, avançando no fortalecimento do Sistema Petrobrás, com propostas que tratam da transição energética justa, do futuro das subsidiárias e de seus trabalhadores, da reconstrução de setores que foram desmontados nos governos passados e da retomada dos ativos privatizados.
Gestão Magda apostou na judicialização da greve
Todas as conquistas garantidas só foram possíveis devido à coragem e à garra da categoria petroleira, que enfrentou a queda de braços com a gestão Magda. Desde o início da negociação do ACT, ela ignorou os eixos de luta aprovados pelos trabalhadores e agiu com autoritarismo, impondo medidas unilaterais em plena negociação coletiva.

Nos momentos mais tensos da campanha, a gestão Magda apostou no impasse e no desgaste das entidades sindicais, ao ponto de desautorizar os avanços apontados por seus interlocutores durante o processo negocial, na tentativa de empurrar a greve petroleira para a judicialização. Advogados da empresa ainda seguem em Brasília ameaçando impetrar um dissídio coletivo no TST.
Os trabalhadores não recuaram e, de cabeça erguida, seguiram mobilizados, em uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás, o que obrigou a gestão Magda a voltar atrás na tentativa de impor como definitiva uma contraproposta que a FUP já tinha sinalizado que era insuficiente. A força da greve arrancou ainda o compromisso da empresa de analisar os casos de desimplantes forçados no offshore e, comprovada as injustiças cometidas, retornar os trabalhadores para o regime especial.
Com maturidade e responsabilidade, as direções sindicais conduziram a greve, paralelamente a um intenso processo de interlocução que resultou na formalização de uma nova contraproposta, que, além de atender aos três eixos da campanha, traz avanços significativos para toda a categoria.
Por tudo isso, o Conselho Deliberativo da FUP, cuja reunião foi retomada nesta segunda, indicou, por ampla maioria das direções sindicais, a aceitação da terceira contraproposta arrancada na greve e a suspensão do movimento até a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho. A orientação é que os sindicatos iniciem as assembleias ainda hoje, após recebimento e conferência da minuta do ACT enviada pela Petrobrás.
Indicativos para as assembleias
- Suspensão da greve até a assinatura do ACT;
- Aceitação da contraproposta apresentada pela Petrobrás e subsidiárias;
Confira o Edital de convocação das assembleias do Sindipetro Unificado
Confira abaixo os horários das assembleias nas bases do Sindipetro Unificado
Pauta: Avaliação dos indicativos do Conselho Deliberativo da FUP e sindicatos de: 1) Aceitação da contraproposta e Suspensão da greve.
REPLAN
Data: 23/12/2025 às 9 horas
Trabalhadores da Replan, Transpetro e TBG
Local: Sede Regional Campinas: Rua Cônego Manoel Garcia, 1010 – Jd. Chapadão – Campinas – SP
RECAP
Data: 23/12/2025 às 9 horas
Trabalhadores(as) da Recap e Transpetro
Local: Sede Regional Mauá: Rua Almirante Tamandaré, 516 – Vila Bocaina – Mauá – SP
Escritórios, Terminais do Osbra e UTE NPI
Data: 23/12/2025 às 13 horas
Assembleia presencial e virtual
Local: Sede Regional São Paulo – Viaduto Nove de Julho, 160 – Conj 2E – Centro – São Paulo – SP
Os trabalhadores(as) que forem participar virtualmente, devem se inscrever no formulário disponibilizado no link: https://forms.gle/C7rSnkF3wyfDwpRS8
O link de acesso será encaminhado para o e-mail inscrito 30 minutos antes da do início da assembleia.
TERMINAIS DA GRANDE SÃO PAULO
ASSEMBLEIAS PRESENCIAIS
Terminais de Barueri e Guarulhos: 23/12/2025, às 7 horas
Terminais de Guararema e São Caetano: 23/12/2025, às 7h30
Trabalhadores(as) dos Terminais e TBG em Guararema-SP
UTE TRÊS LAGOAS/TBG MS/FAFEN MS
Data: 23/12/2025 às 18h30 (horário de MS)
Assembleia única
Na portaria da UTE TLG
