FUP indica rejeição da primeira contraproposta de ACT apresentada pela Petrobrás

Federação entende que contraproposta ainda está longe das pretensões da categoria; assembleias serão realizadas nas bases entre o dia 27 de outubro e o dia 6 de novembro

[Da Comunicação da FUP]

Os representantes dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), participaram nesta quarta-feira (22) do Conselho Deliberativo (CD) da Federação, onde foram debatidos os próximos passos da categoria na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com o RH do Sistema Petrobrás. A empresa apresentou sua primeira contraproposta no dia 16 de outubro, proposta que não atende a maior parte das reivindicações apresentadas pela categoria. É importante lembrar, que a contraproposta chegou após a FUP desmontar a primeira tentativa da gestão de tratorar a negociação apresentando uma proposta sem escutar a pauta reivindicatória elaborada democraticamente pela federação. A proposta foi ignorada pela FUP, que apresentou sua pauta e exigiu que ela seja contemplada pela Petrobrás.

Durante o CD, ficou muito claro que a proposta apresentada pela empresa não contempla as demandas da categoria, e que as representações sindicais consideram que a negociação deve avançar muito para conseguir o fechamento do acordo. Os petroleiros e petroleiras entendem que não há justificativas para a gestão da Petrobrás se negar a atender os principais pleitos dos trabalhadores e que é inaceitável qualquer argumentação relacionada a aumento de custos, já que a empresa está gerando lucros consideráveis e privilegiando os acionistas com distribuição vultosa de dividendos.

Após profundo debate, o Conselho Deliberativo da FUP decidiu pela realização de assembleias entre os dias 27 de outubro e 6 de novembro, com o seguinte indicativo:

1- Rejeição da primeira contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás;
2- Aprovar Estado de Greve e Assembleia Permanente;
3- Aprovar os Eixos Centrais dessa Campanha Reivindicatória

Os eixos citados no terceiro ponto, foram aprovados pela Federação no processo preparatório da negociação coletiva atualmente em curso com a Petrobrás. O primeiro eixo é a centralidade da resolução do problema dos PED´s na campanha reivindicatória. A categoria entende que não há como fechar o acordo coletivo sem acabar com os equacionamentos da Petros, que dificultam a vida dos aposentados e pensionistas que construíram a Petrobrás. O segundo é a defesa da justa distribuição da riqueza gerada pela Petrobrás, gerada graças ao trabalho da categoria, com um ACT digno e sem ajuste fiscal nos salários e carreiras.

Por último, e não menos importante, a defesa da pauta pelo Brasil Soberano, apresentada pela FUP à gestão da empresa e que busca que a Petrobrás retome o protagonismo na indústria nacional e no desenvolvimento do país, voltando a atuar como uma empresa integrada, capaz de liderar a transição energética justa, priorizando as necessidades do povo brasileiro e não dos acionistas. Isto é, sem privatizações e sem os novos modelos de negócios, utilizados para mascarar terceirizações.

Outro indicativo da FUP para essas assembleias é a aprovação da proposta construída em mesa para o pagamento da PLR 2019, com um valor igual na Petrobrás, na Transpetro e demais subsidiárias, graças à solidariedade de classe e via os Sindicatos da FUP.

Por outro lado, o Conselho Deliberativo aprovou a realização de mobilizações conjuntas com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) nas bases do E&P, DPI e Transpetro durante o calendário de assembleias. Esses atos terão como objetivo cobrar da gestão: 1) A Proposta para o Fim dos PEDs construída na comissão quadripartite com um valor da transação judicial que resolva o problema; 2) A resposta à Pauta pelo Brasil Soberano; 3) O direcionamento para o novo Plano de Cargos e; 4) Avanços para um ACT Digno e proteção dos prestadores de serviços.

O cronograma inclui, apresentar o resultado das assembleias ao RH no dia 7 de novembro e realizar uma nova reunião no dia 11 de novembro, para elaborar um novo calendário de negociações a partir do dia 17.

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