Transpetro: terceirizados da Sudamin denunciam abandono e atraso de verbas rescisórias

Trabalhadores denunciam novos atrasos e falta de pagamento de rescisões pela Sudamin, empresa terceirizada da Transpetro

Trabalhadores e trabalhadoras da Transpetro, terceirizados pela empresa Sudamin, apontam irregularidades nos pagamentos de verbas rescisórias em diversos terminais, incluindo o de Barueri (Foto: Reprodução/Petrobrás)

Trabalhadores terceirizados da empresa Sudamin, que prestava serviços para a Transpetro, denunciaram ao Sindipetro Unificado a falta de pagamento dos acertos rescisórios desde o término do contrato. Os relatos apontam para uma situação de completo abandono, com trabalhadores passando por dificuldades severas, como atraso no pagamento de aluguel e ausência de qualquer retorno ou justificativa por parte da empresa.

“Já estamos há mais de um mês sem receber os acertos rescisórios. A empresa não dá nenhuma explicação pra gente. Tem gente com aluguel atrasado, sem trabalhar, esperando essa rescisão. Eles não informam nada. É uma vergonha para uma empresa que presta serviço para uma das maiores empresas do Brasil”, desabafou um dos trabalhadores afetados, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.

Segundo os relatos recebidos pelo sindicato, a Sudamin encerrou o contrato com os trabalhadores sem cumprir os compromissos legais, o que vem gerando sofrimento a dezenas de famílias que dependiam diretamente do pagamento dos direitos rescisórios.

O diretor do Sindipetro Unificado, Rodrigo Araújo, condena veementemente a situação: “Esses casos são reflexo da terceirização de trabalhadores e trabalhadoras, petroleiros e petroleiras, que estão à margem do Sistema Petrobrás. É um absurdo que qualquer trabalhador tenha seus direitos trabalhistas negados e a empresa terceirizada ignore a situação que suas famílias se encontram”.

O Sindipetro Unificado também aponta a corresponsabilidade da Transpetro e da Petrobrás diante das recorrentes violações cometidas por terceirizadas em diferentes unidades do Sistema. Para o sindicato, a escolha do modelo de contratação das empresas prestadoras de serviço são fatores centrais na perpetuação dos abusos. Por isso, as estatais não podem se eximir de responsabilidade quando os trabalhadores têm seus direitos negados por empresas contratadas.

História repetida

Os recentes relatos de trabalhadores da Sudamin, lotados em terminais da Transpetro, indicam que os problemas com a empresa persistem. Mesmo após os atrasos no pagamento de salários e benefícios no início de 2025, como denunciado pelo Sindipetro Unificado, a empresa voltou a descumprir obrigações trabalhistas, deixando de pagar os acertos rescisórios desde a rescisão do contrato em 15 de março. A reincidência de práticas lesivas reforça o clima de insegurança entre os trabalhadores terceirizados, que se sentem abandonados pela contratante e sem respaldo diante das irregularidades.

A falta de transparência da Sudamin também tem sido alvo de críticas. Trabalhadores relataram que não recebem qualquer tipo de retorno por parte da empresa, mesmo diante de situações graves. O caso evidencia como o modelo de terceirização, ao criar uma barreira entre os empregados e o sistema Petrobras, acaba por fomentar violações sistemáticas de direitos.

A denúncia contra a empresa se soma a outros casos semelhantes que têm ocorrido em unidades da Petrobrás e Transpetro, conforme já alertado pelo sindicato em matérias anteriores. O Sindipetro Unificado segue acompanhando o caso e orienta todos os trabalhadores prejudicados a procurarem a entidade para formalização das denúncias junto aos órgãos competentes.

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