Nenhum petroleiro a menos: basta de mortes no Sistema Petrobrás!

As duas federações da categoria convocam ato pela vida nesta sexta-feira (29), após o anúncio de mais uma morte no Sistema Petrobrás

Mobilização semelhante ocorreu em outubro, após três mortes terem sido registrados no intervalo de 72 horas

Na tarde desta quarta-feira (27), mais um petroleiro perdeu a vida exercendo sua profissão no Sistema Petrobrás. Desta vez, de acordo com informações do Sindipetro RJ, a morte do trabalhador que prestava serviço no Terminal da Transpetro de Angra dos Reis (TEBIG) ocorreu pela queda de uma passarela na estação de tratamento de efluente (ETE).

Após mais esse acidente fatal de trabalho, ambas as federações da categoria (FUP e FNP) decidiram convocar um ato pela vida em todas as suas bases, além de suspender as duas rodadas de negociação sobre remuneração variável que estavam previstas para esta semana.

Mobilização semelhante já havia ocorrido no dia 10 de outubro, incluindo um ato massivo na Refinaria de Paulínia (Replan), com a presença de centenas de trabalhadores protestando contra três mortes que ocorreram em menos de 72 horas.

“Estamos falando em vidas, não apenas dos trabalhadores falecidos, como também das vidas de suas famílias que foram esfaceladas. É inadmissível que isso ocorra na maior empresa do país e uma das maiores do mundo, que a cada trimestre distribui bilhões aos seus acionistas. O mínimo que o Sistema Petrobrás deve garantir é segurança aos seus trabalhadores, tanto os próprios como também os do setor privado”, afirma o diretor do Sindipetro Unificado, Steve Austin.

Na última rodada de assembleias, os petroleiros aprovaram uma pauta emergencial relativa ao setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), com os seguintes itens:

  • Mudança na gestão de SMS, garantindo nos cargos profissionais da área de saúde e segurança
  • Participação da FUP ou FNP (conforme a base de representação) nas comissões de investigação de acidentes graves e fatais
  • Retorno da Comissão de Prestadores de Serviço, nos mesmos moldes das demais comissões de negociação permanente previstas no ACT
  • Recomposição e aumento dos efetivos próprios
  • Condições de trabalho que garantam a segurança de todos os trabalhadores e trabalhadoras

Entretanto, até agora, a Petrobrás se negou a implementar um Grupo de Trabalho que trate especificamente dessas questões.

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