Sindipetro Unificado repudia episódio de racismo envolvendo trabalhador da Transpetro

Caso ocorreu durante o carnaval de Salvador, teve como vítimas duas trabalhadoras negras e resultou na prisão em flagrante do acusado por discriminação racial

Trabalhador da Transpetro de Itajaí (SC) SC é preso por ofensas racistas em camarote no Carnaval de Salvador (fFoto: Manu Dias/GOVBA/Reprodução)

O Sindipetro Unificado repudia o episódio de racismo envolvendo mulheres, que foram alvo de ofensas e constrangimentos incompatíveis com qualquer ambiente profissional. Trata-se de uma violência que atinge diretamente a dignidade das companheiras e compromete o respeito que deve orientar as relações de trabalho.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, duas mulheres negras que trabalhavam em um camarote no carnaval de Salvador relataram ter sido alvo de ofensas racistas após orientarem um homem sobre regras de utilização do espaço. De acordo com a denúncia, ele teria proferido insultos de cunho racial, sendo preso em flagrante por discriminação racial. O acusado foi identificado como empregado da Transpetro, lotado em Itajaí (SC), e o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), na Bahia, para apuração.

O racismo não é um fato isolado nem um problema restrito à esfera individual. Ele estrutura desigualdades, limita trajetórias e impõe barreiras que recaem de forma ainda mais dura sobre as mulheres negras. Ser petroleiro e petroleira implica assumir uma postura antirracista, porque a defesa dos direitos da categoria exige o enfrentamento de todas as formas de discriminação que fragilizam a classe trabalhadora.

Março é o mês da mulher, período de reafirmação da luta por igualdade e por condições dignas de trabalho e vida. Nesse contexto, é essencial reconhecer a realidade da mulher negra brasileira, que enfrenta simultaneamente o machismo e o racismo, ocupa os postos mais precarizados e está mais exposta à violência e à exclusão social.

Manifestamos nossa solidariedade às trabalhadoras atingidas e exigimos apuração rigorosa dos fatos, com responsabilidade e transparência. O sindicato seguirá atuando para que o respeito seja princípio inegociável nos locais de trabalho e para que a categoria incorpore, de forma permanente, o combate ao racismo e a valorização das mulheres, especialmente das mulheres negras.

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