A advogada lutou ativamente na defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e deixa grande legado para o movimento sindical

O movimento sindical perdeu, nesta-terça-feira (29) uma de suas mais ativas colaboradoras, a advogada feminista Phamela Godoy de Aquino, militante dos direitos da população LGBTQIA+. Aliada dos petroleiros e petroleiras, ela ajudou mulheres vítimas de violência a encontrar acolhimento, orientação jurídica e caminhos para se proteger. Sua passagem deixa uma perda profunda para as pessoas que conviveram com ela e para as lutas às quais dedicou a vida. O Sindipetro Unificado e a Frente Petroleira LGBTQIA+ lamentam a partida de Phamela e homenageiam sua trajetória.
Nascida em São Carlos, no interior paulista, Phamela começou sua trajetória de militância também na defesa da população LGBTQIA+. Na cidade, participou da criação da ONG Visibilidade LGBT, da mobilização pelo respeito ao nome social e por políticas públicas para a população LGBTQIA+. Levou essa atuação para outros espaços de organização e debate no estado de São Paulo.
Na capital paulista, onde consolidou sua carreira, atuou na Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad. Participou de iniciativas voltadas à cidadania de pessoas trans, entre elas o programa Transcidadania, e de discussões sobre o atendimento à população de travestis e transexuais e o respeito ao nome social na rede municipal. Sua passagem pela gestão pública foi mais uma expressão do compromisso que manteve com quem precisava ter seus direitos reconhecidos.
Advogada com formação em Direitos das Mulheres e em Direito das Famílias e Sucessões, foi coordenadora do projeto Basta! Não Irão Nos Calar!, iniciativa do movimento sindical bancário. Nesse cargo, dedicou-se ao acolhimento e à orientação jurídica de mulheres em situação de violência doméstica. O projeto ajuda as vítimas a conhecer seus direitos, buscar proteção e enfrentar os desdobramentos jurídicos da violência.
Phamela vivia em Recife com a esposa e a filha e será sempre lembrada por sua forma acolhedora, empática e humana de lidar com as pessoas. “Phamela está sempre não só no nosso coração como uma grande amiga, mas na nossa mente como referência para o que precisamos fazer para defender a vida das mulheres”, diz Amanda Corcino.
Hoje, o movimento sindical perde uma grande batalhadora. Sua marca está e permanecerá nas políticas que ajudou a construir, no projeto que coordenou e nas vidas que ajudou a proteger.
Os petroleiros e petroleiras se solidarizam com sua esposa, filha, familiares, amigas, amigos e companheiras e companheiros de luta.
Phamela Godoy, presente!

