Diretores do Sindicato e da FUP participaram do ato em São Paulo que reuniu movimentos sociais e centrais sindicais na reta final pela reeleição de Lula

Por Vítor Peruch
O Sindipetro Unificado e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) marcaram presença na Plenária Nacional de Mobilização realizada nesta terça-feira (22/09) no Espaço Cultural Elza Soares, em São Paulo, que reuniu movimentos populares, centrais sindicais e candidatos na reta final da campanha pela reeleição do presidente Lula.
Para a categoria petroleira, o ato teve um recado direto: a defesa de um Sistema Petrobrás público e a serviço da população brasileira. É o que resumiu Rodrigo Araújo, diretor de comunicação do Sindipetro Unificado e diretor da FUP: “é importante a gente sensibilizar a sociedade brasileira para a reeleição de um governo que olhe para o sistema Petrobrás a serviço da população”. Araújo lembrou os efeitos que processos de privatização já trazem para os trabalhadores, citando o caso recente da concessão da CPTM em São Paulo, com trens pegando fogo e descarrilando: “a única forma que nós temos de defender o interesse do povo brasileiro é com a reeleição do presidente Lula”.
Tadeu Porto, secretário adjunto de comunicação da CUT Brasil e diretor da FUP, reforçou a pauta específica da categoria: “a gente precisa de uma Petrobrás forte e pública. A Petrobrás é a empresa do povo brasileiro e precisa servir ao povo brasileiro”. Para Porto, isso passa diretamente pelo preço dos combustíveis: “é colocar o preço justo de combustíveis, para que o preço chegue na mesa e no bolso da família trabalhadora brasileira com o preço justo”.
A presença do Sindipetro Unificado e da FUP se somou a outras centrais e movimentos que discursaram no ato. João Pedro Stédile, da direção nacional do MST e da Frente Brasil Popular, defendeu a reindustrialização como caminho para o emprego: “só a reindustrialização vai garantir emprego de qualidade para a juventude”, e associou a vitória de Lula ao fim da escala 6×1: “só a vitória vai garantir o fim da escala 6×1”.
A pauta da Petrobrás pública também apareceu no discurso de João Pedro Stédile. Ao defender um novo projeto de país, Stédile foi direto: “nós queremos reestatizar a Petrobrás, porque do jeito que está, ela só cava petróleo para entregar para as multinacionais — e isso não é projeto de país.” A fala reforça, no palco principal do ato, o mesmo alerta levado pelo Sindipetro Unificado e pela FUP: a disputa pelo controle público do sistema Petrobrás segue no centro do projeto que a militância defende nas ruas até a eleição.
Ana Paula Perles, do MTST e da Frente Povo Sem Medo, chamou a militância para as ruas — “temos que panfletar, fazer carreata, disputar e convencer nas ruas” — e resumiu a avaliação sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro: “se o pai foi ruim, imagina o filho”.
Edinho Silva, presidente nacional do PT e coordenador-geral da campanha de reeleição, tratou o pleito como decisivo para as próximas décadas: “o resultado eleitoral de 26 vai dizer ao Brasil, nas próximas décadas, qual Brasil queremos construir”. Sobre o adversário, apontou: “Flávio representa o congelamento do salário mínimo, o fim do Farmácia Popular, o desmanche do SUS e o Brasil no mapa da fome”.
Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, citou dados do avanço educacional do país no período: “em 2002 tínhamos 5 milhões de trabalhadores brasileiros com diploma universitário — esse número hoje é 25 milhões”, destacando também a mudança de patamar do Nordeste: “era visto como uma região problemática pelo Sul e Sudeste, e hoje é a região que mais se desenvolveu no país”.
Já o presidente do Brasil em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu o papel da sociedade civil organizada — “não apenas cria políticas públicas, mas também as aperfeiçoa” — e citou números do governo para contrapor a gestão anterior: “o preço da cesta de alimentos no governo Bolsonaro cresceu 56%; com Lula, apenas 13%. Tudo que compararmos entre os governos caiu — sabe o que cresceu? Saúde, educação, investimento em ciência”.
Para o Sindipetro Unificado e a FUP, o ato reforça a mobilização da categoria petroleira nesta reta final: uma Petrobrás pública e forte segue como condição para garantir emprego, soberania energética e preço justo de combustíveis ao trabalhador brasileiro.
