Ato histórico reúne milhares em São Bernardo do campo e abre oficialmente a campanha para a reeleição de Lula

[Por Marcelo Aguilar]
“Aqui hoje estão as pessoas que eu gosto e certamente estão aqui as pessoas que gostam de mim”, disse na abertura do seu discurso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e claro, alí estavam os petroleiros e petroleiras, que sempre gostaram e estiveram ao lado da maior liderança política da história do Brasil. Lula estava com os seus e no seu berço político: o lendário Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, área industrial de São Paulo. Nesse mesmo local dirigiu o movimento grevista dos metalúrgicos em 1979 e irrompeu na vida pública brasileira para consolidar um legado histórico de luta política que hoje o faz ser candidato para conduzir o Brasil pela quarta vez.
Na manhã deste domingo (16), com a presença de milhares de militantes, movimentos populares e sindicais, Lula lançou oficialmente a campanha à reeleição, que será disputada no dia 4 de outubro. O presidente criticou o governo Bolsonaro e afirmou que o projeto da Federação Brasil da Esperança é o único que tem um projeto de futuro para o país: “Eu quero dizer para vocês o seguinte: eu, enquanto for vivo, não vou permitir parar de lutar. Não vou permitir que a direita volte ao governo, uma direita que ficava dando risada das crianças que estavam morrendo por falta de remédio, de uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas por Covid por irresponsabilidade de não comprar a vacina. “Que futuro essas pessoas pensam pro povo brasileiro se viam gente asfixiada por falta de ar? Que futuro você quer pro povo brasileiro se você não investir em educação? Em saúde? Em casa? Em emprego?”.
Lula fez um discurso focado na proteção da vida das mulheres, na segurança pública e na comparação dos resultados do seu governo com os do governo Bolsonaro, reforçando para os presentes a necessidade de vencer a eleição para avançar nas conquistas e dar um salto de qualidade.
Assista na íntegra:
Presença petroleira

Petroleiros e petroleiras de todo o Brasil estiveram presentes em São Bernardo para reafirmar mais uma vez seu apoio histórico a Lula, uma parceria que vem daqueles tempos em São Bernardo, permanece intacta e tem dado grandes frutos para a Petrobrás e o Brasil. Cibele Vieira, coordenadora geral da FUP, afirmou no ato: “A gente sabe que a gente precisa reeleger o Lula, e dessa vez não só para deixar de perder, a gente precisa reeleger o companheiro para conseguir avançar, estamos num processo de reconstrução do Brasil e agora a gente precisa ir a mais, nos nossos direitos e também na campanha Reestatiza Brasil, trazer de volta todos os ativos que foram privatizados pelo Bolsonaro e que seja com mão de obra própria, dos trabalhadores e trabalhadoras que lá estavam antes e garantindo o emprego dos que estão trabalhando nas unidades hoje”.
Eric Castro, técnico de operação da Refinaria de Paulínia (Replan), com dez anos na Petrobrás, tem confiança na vitória do Lula e explica porque a considera fundamental para o futuro do Brasil: “É importante porque nós temos claro os retrocessos que aconteceram nos governos anteriores e os que podem acontecer caso a ultra direita vença novamente. São governos que vão pra cima do trabalhador, os caras não querem saber de nenhum tipo de direito, para eles o que importa é cortar direitos simplesmente para dar mais lucro para quem não trabalha, a quem é rentista e fica em casa só esperando o dinheiro render, dinheiro que rende às custas do nosso suor sem nenhum tipo de benefício. Temos que lutar para manter um governo progressista, um governo de esquerda, que mantenha o mínimo de direitos que a gente tem”.

Os petroleiros estiveram junto aos movimentos populares com as Brigadas de agitação e propaganda, iniciativa de campanha para a realização de panfletagens, visitas domiciliares, rodas de conversa, intervenções culturais e a difusão de conteúdos em redes sociais. O foco central das abordagens abrange temas como soberania nacional, proteção aos direitos sociais, habitação, combate à crise climática e o enfrentamento de pautas da extrema-direita nos debates públicos regionais e nacionais. As brigadas serão fundamentais nos próximos dias.
A partir de agora, começa um intenso período de 45 dias de disputa nas ruas e nas redes. Para os petroleiros e petroleiras, a eleição também será decisiva para defender um Brasil soberano e justo, fortalecer a Petrobrás como patrimônio do povo brasileiro e avançar na reconstrução e retomada de direitos, empregos e ativos estratégicos.




















