Dia do Trabalhador reúne categorias em Campinas contra a escala 6×1

Petroleiros estiveram presentes na manifestação e reafirmaram luta por mais direitos e justiça social, pelo fim da escala 6×1 e por isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

Trabalhadores e trabalhadoras ocupam as ruas de Campinas no 1º de Maio em defesa de direitos, justiça social e democracia (Foto: Vítor Peruch/Sindipetro Unificado)

O feriado de 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, foi celebrado com mobilização e espírito de luta em Campinas. A concentração ocorreu a partir das 8h no Largo do Pará, de onde os manifestantes seguiram em caminhada até a Catedral Metropolitana. Lá, às 9h, foi celebrada uma missa especial em homenagem à classe trabalhadora, reunindo militantes de movimentos sociais, centrais sindicais, autônomos e vereadores da cidade.

A atividade foi convocada pelas centrais sindicais, que neste ano unificaram a manifestação em torno de reivindicações fundamentais: a revogação das reformas Trabalhista e da Previdência, o fim do Arcabouço Fiscal, a demarcação de Terras Indígenas e Quilombolas, a Reforma Agrária e a defesa da paz, especialmente com foco no fim do genocídio do povo palestino.

Por volta das 10h30, os trabalhadores e trabalhadoras desceram a Rua Barão de Jaguara em direção à Catedral, encerrando o ato público com falas políticas e palavras de ordem.

Presença da categoria petroleira

Entre os diversos segmentos da classe trabalhadora presentes, a categoria petroleira esteve, mais uma vez, representada ativamente. O Sindipetro Unificado levou uma delegação ao ato, reforçando sua presença constante nas lutas gerais dos trabalhadores e também nas pautas específicas da categoria.

Steve Austin, diretor do Sindipetro Unificado, destacou as demandas centrais da categoria no momento. “Estamos aqui no Primeiro de Maio, em Campinas, para defender a classe trabalhadora. A pauta principal é o fim da escala 6×1 e também a redução de imposto para quem recebe abaixo de R$ 5 mil. Precisamos levar isso tanto para o Congresso como para as ruas”, afirmou.

O diretor destacou ainda que a semana foi marcada por intensa mobilização da classe trabalhadora em todo o país. “Desde segunda-feira estamos nas ruas. Começando com o ato contra as fraudes no INSS e pelo direito dos trabalhadores. Anteontem, no dia 29, fomos para Brasília em uma grande Marcha da Classe Trabalhadora, com todas as Centrais Sindicais, para entregar ao presidente Lula um documento com nossas pautas. Exigimos o fim da Escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.”

A mobilização nacional teve um importante reflexo político. “Ontem, o presidente Lula deu um recado muito importante em rede nacional, falando que temos que debater como sociedade o fim da escala 6×1. Esse é o momento de transformação da sociedade e de fortalecimento da luta da classe trabalhadora por mais direitos”, completou Austin.

Tumulto provocado por militantes do MBL

O ato ocorreu de forma pacífica até os momentos finais, quando três integrantes do grupo de extrema direita Movimento Brasil Livre (MBL) tentaram se infiltrar entre os manifestantes com o objetivo de filmar vídeos debochados e provocar trabalhadores.

Segundo testemunhas, os três foram reconhecidos rapidamente por participantes do ato e houve um princípio de tumulto. A Polícia Militar do Estado de São Paulo interveio, mas, segundo relatos, atuou de forma violenta contra manifestantes que estavam pacificamente no local.

“Eles vieram aqui para zombar da nossa luta e a PM, ao invés de proteger quem estava celebrando o Dia do Trabalhador, escolheu proteger provocadores e ainda agredir pessoas”, relatou uma manifestante que preferiu não se identificar. “Foi uma cena absurda e completamente desnecessária”.

Apesar do incidente, o 1º de Maio em Campinas foi marcado pela união das categorias e pela reafirmação da importância da organização sindical em tempos de ataques a direitos e à soberania nacional. Para os petroleiros e demais setores presentes, o dia foi mais uma etapa na construção de uma luta contínua por trabalho digno, justiça social e democracia.

 

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