A FUP e seus sindicatos só levarão às assembleias as propostas de PLR e Plano de Cargos quando todas as empresas subsidiárias do Sistema Petrobrás tiverem apresentado suas propostas

[Da Comunicação da FUP]
A decisão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos de não levar para as assembleias as propostas da Petrobrás foi tomada nesta quarta-feira (19), durante reunião do Conselho Deliberativo da FUP. Até que todas as empresas subsidiárias do Sistema Petrobrás apresentem suas propstas, as entidades sindicais realizarão setoriais com os trabalhadores para discutir o andamento das negociações, apresentar os principais problemas identificados e pressionar as empresas que ainda não avançaram nas tratativas.
A decisão considera as diferenças existentes entre as propostas apresentadas pelas empresas do Sistema Petrobrás. No caso da PLR e remunerações variáveis, a negociação está mais adiantada e resta a apresentação da proposta da Ansa. Porém, a própria proposta apresentada pela holding, seguida pela Transpetro e Termobahia, não apresenta avanço algum, muito pelo contrário, congela o piso. A proposta da Pbio e TBG são piores do que o acordo vigente. No caso da TBG é a única empresa que se cumprir todas as metas, o montante será 4% do lucro líquido, para garantir 2,25% para o PRD, rebaixando assim a PLR.
Já no plano de cargos, a maior parte das subsidiárias ainda não apresentou proposta, e a proposta apresentada é considerada incompleta, uma vez que aborda apenas sobre mudanças de ênfase, e ignora outros pontos importantes como progressão na carreira.
Outro tema discutido pelo Conselho Deliberativo foi o teletrabalho. A FUP solicitará o início das negociações sobre o regime, considerando que o acordo atualmente em vigor tem validade até abril. A entidade também aponta a existência de insegurança entre os trabalhadores diante da reabertura do Edise e defende o início imediato do tratamento do tema nas negociações. A questão afeta diretamente o cotidiano dos trabalhadores e trabalhadoras que atuam em regime de teletrabalho e, por isso, a Federação considera necessário antecipar a discussão sobre as condições para a continuidade do acordo.
Confira o recado da coordenadora geral da FUP, Cibele Vieira: https://www.instagram.com/reel/DcOohqZxpw2/?utm_source=ig_embed
