CD da FUP apresenta indicativo de aceitação da proposta de Acordo de PLR

Propostas apresentadas pela Petrobrás e subsidiárias avançaram após pressão da FUP por uma negociação em mesa única. Trabalhadores e trabalhadoras vão deliberar em assembleia nos próximos dias

Após aprovação no Conselho Deliberativo desta quarta-feira, as propostas serão agora submetidas à deliberação dos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos filiados nos próximos dias (Foto: Reprodução)

O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovou, nesta quarta-feira (23), indicativo de aceitação da proposta de acordo de PLR e remunerações variáveis apresentadas pela Petrobrás, Transpetro, Termobahia, TBG, Petrobras Biocombustível (PBio) e FAFEN- PR (Ansa). As propostas serão agora submetidas à deliberação dos trabalhadores e trabalhadoras nas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos filiados nos próximos dias.

O indicativo é resultado do processo de negociação conduzido pela FUP, que pressionou as empresas por avanços nas propostas e defendeu que seja mantida a mesa única de negociação para todas as empresas do Sistema Petrobrás. A rodada mais recente trouxe alterações em relação às propostas apresentadas anteriormente, especialmente nos valores dos pisos e na busca por maior equidade entre os trabalhadores das diferentes empresas.

Na Petrobrás, Transpetro e Termobahia, o valor do piso para 2027 foi elevado em relação às propostas anteriores, que mantinham o valor congelado. Foi preservada a relação de até quatro vezes entre piso e teto. As três empresas também incluíram um gatilho de 10% no PRD/PPP em 2026 e 2027, condicionado ao atingimento dos indicadores de Ebitda.

Outro avanço apresentado na negociação é a possibilidade de renovação do Acordo de PLR por mais dois anos após 2027. A renovação dependerá da concordância das partes e do referendo das assembleias de base.

A proposta estabelece ainda que o pagamento do adiantamento da PLR em janeiro está condicionado à assinatura do acordo até 16 de outubro.

As negociações também produziram mudanças nas propostas das subsidiárias. PBio, TBG e Ansa, que inicialmente apresentavam condições inferiores às propostas da holding, avançaram em pontos relacionados à remuneração dos trabalhadores.

Na PBio, a proposta prevê um Programa de Remuneração por Desempenho (PRD) e garante, no mínimo, o pagamento de um abono nos mesmos valores do piso estabelecido pela holding para 2026 e 2027.

Na TBG, a proposta estabelece a destinação de 6,25% do lucro líquido para a PLR, com distribuição igualitária entre os trabalhadores em 2026. O mesmo percentual será aplicado em 2027, também com distribuição linear. Eventual valor adicional, respeitado o limite de 6,25% do lucro líquido, será destinado ao programa de PRD.

Na Ansa, responsável pela Fafen-PR, houve melhora na bonificação prevista para 2026, com pagamento de valor igual para todos os trabalhadores. Para 2027, o valor será acrescido do PRD, condicionado à partida da unidade. A proposta também garante o pagamento do abono e do PRD aos novos empregados, de forma proporcional à data de admissão.

Cibele Vieira, coordenadora geral da FUP considerou sobre o indicativo de aceitação da proposta, “É importante fecharmos esse acordo, que nos dá uma segurança para os próximos anos, e reelegermos o companheiro Lula. Durante os quatro anos do governo Bolsonaro o total de PLR foi de 3 remunerações. No governo Lula conseguimos isso a cada ano.”

Com a conclusão dessa etapa da negociação, a decisão passa agora para as bases. O indicativo aprovado pelo Conselho Deliberativo orientará a posição da FUP nas assembleias, mas a deliberação sobre a aceitação das propostas caberá aos trabalhadores e trabalhadoras.

Os sindicatos filiados à FUP divulgarão o calendário e os procedimentos das assembleias em suas respectivas bases. A FUP orienta os trabalhadores a participarem das deliberações e acompanharem as convocações de seus sindicatos.

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