Bronca do Peão: o supervisor indesejado – quando trabalhar na Recap vira sofrimento

Postura autoritária e abusiva de supervisor da Recap cria ambiente insustentável no refino, gerando medo, absenteísmo e adoecimento

(Imagem gerada através de Inteligência Artificial)

*Por Bronca do Peão

Há muito tempo um supervisor do refino vem causando recorrentes problemas tanto com sua própria equipe quanto com outras, sobretudo quando atua pontualmente em turnos diferentes. É amplamente sabido pela liderança e pela peãozada que ninguém deseja permanecer sob sua supervisão, devido ao ambiente de trabalho considerado opressor, tenso e sem espaço para expressão de opiniões. São daquelas situações que nos fazem perguntar por que a liderança da Refinaria de Capuva (Recap) é conivente com a situação e, fazendo um mea culpa, porque nós enquanto categoria também chegamos até aqui sem tomar nenhuma medida em relação a essa situação.

Nos últimos anos, diversos trabalhadores solicitaram trabalhar longos períodos no horário administrativo — mesmo sendo financeiramente menos vantajoso — apenas para sair do turno deste supervisor. Outro aspecto que salta aos olhos é a dificuldade de se encontrar trabalhadores para dobrar (hora extra para cobrir ausência de pessoal) no turno do tal supervisor. Ninguém quer encarar! O turno tem um clima ruim, há um DDS no início de todo turno que toma muito mais tempo que o necessário, as conversas são constrangedoras, atrapalha o horário das refeições do início dos turnos, ninguém se sente à vontade para participar com opiniões. O silêncio dos operadores é constrangedor.

Sempre que há rumores de remanejamento das pessoas, o pânico se instaura nos demais turnos, há muita apreensão em saber se alguém vai acabar transferido para o turno com o pior clima do refino. 

Nas notas do turno no GD (Gerenciamento de Desempenho), a diferenciação também está presente. A avaliação dos trabalhadores do turno deste supervisor é quase sempre mais baixa que os demais turnos. Houve um ano que duas pessoas que tiveram grande participação no planejamento da parada geral da refinaria tiveram notas muito baixas, e tudo isso com o aval da gerência.

A postura autoritária do supervisor também resulta em incidentes, o que faz cair por terra a ideia da gerência de que a competência técnica o segura no cargo. Por não aceitar sugestões ou questionamentos, as equipes evitam confrontá-lo, mesmo diante de decisões equivocadas. Recentemente, uma ordem dele causou entupimento no sistema de soda, levando à redução de carga na refinaria.

Um caso emblemático de como a presença dessa pessoa impacta diretamente na ambiência se deu também recentemente, quando ao saber que o supervisor viria dobrar em seu turno, um operador simplesmente disse que não viria trabalhar naquele dia para não ter que trabalhar junto com ele.

A permanência dele como supervisor representa um risco significativo. Seu comportamento tem gerado absenteísmo e pode contribuir para o adoecimento mental dos colaboradores, aumentando o potencial para acidentes operacionais. 

Já passou, e muito, da hora da liderança da Recap tirar do papel as políticas contra todos os tipos de assédio da Petrobrás para colocá-las em prática também no Refino.

*Texto escrito por petroleiro ou petroleira da base que preferiu não se identificar. 

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