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Bolsonaro foi o maior responsável por ataques contra liberdade de imprensa

Por Norian Segatto

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou no dia 16 seu relatório anual sobre casos de violência contra jornalistas, mostrando um crescimento de 54,07% no número de casos de ataques a profissionais e veículos de comunicação em 2019 em relação ao ano anterior. O número passou de 135 em 2018 para 208 no ano passado.

De acordo com o relatório anual “Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil”, Jair Bolsonaro foi responsável pela maior parte desse aumento. Sozinho, realizou 121 dos ataques, dos quais 114 foram ofensivas genéricas e generalizados, além de sete agressões diretas a jornalistas. A maioria dos ataques (116) foi feita em mensagens oficiais da Presidência – discursos e entrevistas, transcritos no site do Palácio do Planalto – ou no Twitter do presidente.

O acompanhamento é feito por uma comissão especial de dirigentes da Fenaj, que monitora as declarações oficiais de Bolsonaro. “A postura do presidente da República – ou melhor, a falta dela – mostra que, de fato, a liberdade de imprensa está ameaçada no Brasil. O chefe de governo promove, por meio de suas declarações, sistemática descredibilização da imprensa e dos jornalistas. Com isso, institucionaliza a violência contra a imprensa e seus profissionais como prática de governo”, afirma o documento.

Além dos ataques verbais, a Fenaj cita também medidas legislativas tomadas pelo presidente contra a imprensa, entre elas a Medida Provisória que elimina a exigência do registro profissional para exercício da profissão de jornalista.

 

Dois assassinatos

O relatório da Fenaj indica a ocorrência de dois assassinatos a jornalistas em 2019, ambos ocorridos na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro. Além desses casos, no final do ano, outro jornalista que atua no Litoral Paulista foi ameaçado de morte por estar apurando denúncias de irregularidades em contratos de transporte na cidade do Guarujá. O jornalista e sua família tiveram de se mudar de cidade com receio das ameaças.

 

Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, “quando o principal mandatário da nação faz um trabalho sistemático para descredibilizar o trabalho da imprensa, isso afeta diretamente a democracia”.

Clique aqui para acessar a íntegra do relatório.