Sindipetro Unificado participa de grande ato pelo fim dos PED´S no Rio

Mobilização pressiona diretoria da Petrobrás pelo fim dos equacionamentos da Petros; Sindipetro Unificado leva dois ônibus com aposentados e aposentadas

O grande Ato pelo fim dos PED´S contou com massiva participação da categoria petroleira (Foto: Bruno Ferrari/Sindipetro Unificado)

Por Marcelo Aguilar e Vítor Peruch

Os PED´S continuam dificultando a vida dos aposentados e pensionistas da Petrobrás. Trabalhadores e trabalhadoras que dedicaram suas vidas para construir a maior empresa brasileira, que poderiam estar descansando e aproveitando suas famílias, ainda são obrigados a montar em ônibus e realizar longas caravanas até o Rio de Janeiro para pressionar à Petrobrás a pagar a dívida bilionária que ela tem com o Plano de previdência da categoria. Foi isso o que fizeram, mais uma vez, nesta quarta-feira (13), mais de 70 petroleiros do Sindipetro Unificado, que se juntaram aos demais sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), assim como às demais organizações que compõem o Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes da Petros, no grande ato pelo fim dos PED´S, realizado frente ao Edisen.

“Até quando vamos ter que fazer caravanas, fazendo manifestação para resolver os PED´S?”, perguntou no carro de som o diretor do Sindipetro Unificado, Steve Austin, e afirmou: “Os trabalhadores aposentados não estão em situação de ficar fazendo viagens longas e fazendo todo esse sacrifício, a Petrobrás tem que criar vergonha na cara e a partir de hoje resolver definitivamente essa questão. Não podemos esperar mais”. Para Austin, o momento é de união: “Nós, trabalhadores da ativa, temos que ter um compromisso sério com os aposentados e pensionistas, dando respaldo a essa proposta construída pelas entidades e explicando direito o que está sendo feito. Agora é o momento de construir unidade e resolver de forma definitiva essa situação”.

PC Martin, diretor da FUP e ativo membro do Fórum e da Comissão Quadripartite, destacou a necessidade de arrancar um acordo da Petrobrás, para que a empresa pague a dívida: “A gente sabe que qualquer ação bilionária, isso no mundo todo, não foi resolvida em tribunal, foi resolvida através de acordo entre as partes. E esse momento que a gente está aqui é para arrancar um acordo judicial da Petrobrás, para que ela pague num acordo judicial o valor necessário, o valor suficiente para que ela assuma integralmente os pagamentos dos PEDS”. Para PC, “se a gente não conseguir isso, é esperar o sabão da justiça, ou esperar que algum dia a gente tire aquela corja que está no Congresso Nacional e consiga mudar a emenda constitucional que dividiu essa conta conosco. Mas não temos tempo, precisamos de soluções já. Chega de ilusão, chega de enganação e vamos lutar para ter um valor que resolva nosso problema”.

Pauta prioritária do ACT

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, foi categórico ao falar sobre os equacionamentos: “Quero dizer aos companheiros e companheiras que esse é o principal ponto da pauta reivindicatória de negociação coletiva deste ano de 2025. Não arredamos o pé dessa negociação até não resolver esse problema. São trabalhadores que não tem nada a ver com os problemas estruturais do plano, com as decisões que não foram tomadas ao longo da existência da nossa Petros e precisam de soluções”.

Bacelar ainda afirmou que a Petrobrás pode e deve pagar a conta: “Magda sabe o tamanho do problema, sabe qual é a solução e a Petrobrás tem condições sim de fazer esse grande acordo, uma grande transação judicial que resolva de uma vez por todas, se tem condições de pagar 70 bilhões para acionistas via dividendos, se tem condições de ter resultados como teve nos últimos dois trimestres, também tem condições de pagar essa conta e acabar com os PED´S”.

Radiovaldo Costa, conselheiro da Petros, denunciou a divulgação de informações falsas sobre o trabalho da comissão: “Precisamos combater as fake News do WhatsApp. É uma clara tentativa de descaracterizar o papel das entidades e o excelente trabalho que realizam para acabar com este problema. Achar que grupo de WhatsApp vai resolver o problema da categoria é um erro. Os guerrilheiros de WhatsApp não comparecem nesses eventos, e é nessa luta, tanto da comissão quanto dessas mobilizações, que a gente vai garantir uma solução efetiva”.

Ninguém fica para trás

Barbara Bezerra, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo de Mulheres da entidade, afirmou: “Esperamos que este dia seja histórico e que enfim nossas vozes sejam ouvidas. Essa conta não é nossa. Não é possível que a gente continue pagando com nossa vida, com nosso suor, uma conta que não nos cabe”. Bezerra acrescentou ainda: “Petrobrás, você pode mais do que ser uma pagadora de dividendos. Você pode tomar uma decisão histórica.

Ninguém pode ficar para trás, temos que nos dar a mão e forçar a barra. Estamos aqui para forçar a barra e exigir o fim dos PED´S assassinos”.

O massivo ato de hoje foi mais uma etapa da luta da categoria para garantir um acordo judicial com a Petrobrás que viabilize a proposta negociada na Comissão Quadripartite para acabar com os Planos de Equacionamento dos Déficits (PEDs) que sangram os aposentados, pensionistas e ativos dos PPSPs (repactuados e não repactuados).

A alternativa que foi construída pelo Fórum na Comissão (que teve participação da Petrobrás, Petros, SEST e PREVIC) é a criação de um novo plano de previdência complementar equivalente ao atual, mas sem os pesados descontos dos PEDs, que hoje consomem até 30% do valor recebido por muitos aposentados e pensionistas.

Posts relacionados

Em eleição histórica, petroleiros pintam de laranja conselhos dos técnicos em diversos estados

Maguila Espinosa

Congresso Estadual acontece nos dias 30 e 31 de maio em Guararema (SP)

Maguila Espinosa

Sindipetro convida para tradicional festa de São João em Campinas

Maguila Espinosa

ACT 2025

Responda a pesquisa da campanha reivindicatória 2025