Atos no Esbras e na Replan denunciam mudanças unilaterais que a Petrobrás pretende impor sobre Teletrabalho
Da Comunicação do Sindipetro Unificado
O Sindipetro Unificado realizará atos em defesa do teletrabalho na terça-feira (14). As mobilizações ocorrem no marco de uma mobilização nacional convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) ante possíveis novas mudanças unilaterais no teletrabalho, anunciadas por parte da gestão da Petrobrás de mudanças no regime do teletrabalho, impostas sem diálogo com o movimento sindical.
No Esbras (Edifício Sede de Brasília) e na Refinaria de Paulínia (Replan), os atos organizados pelo sindicato ocorrem a partir das 7 horas. A FUP e seus sindicatos buscam que o teletrabalho no Sistema Petrobrás seja negociado com as federações, com regras coletivas que garantam previsibilidade e segurança aos trabalhadores. A empresa, no entanto, até hoje não avançou no atendimento desse pleito, cujo impacto é imenso para os petroleiros e petroleiras do regime administrativo.
Sem nenhum diálogo com a categoria petroleira, a Diretoria Executiva da empresa aprovou nesta quinta-feira (09) mudanças no modelo híbrido de trabalho, a serem implementadas a partir de março deste ano. Segundo ofício enviado à FUP, as mudanças são as seguintes:
- Para os empregados com funções gratificadas de Gerentes Setoriais, Coordenadores, Consultores e Supervisores o trabalho presencial será de no mínimo três dias por semana, a partir de 10 de março de 2025.
- Para os demais empregados, o trabalho presencial passará a ser de no mínimo três dias por semana, sendo uma segunda ou sexta, a partir de 07 de abril de 2025.
- Os novos empregados e empregadas poderão solicitar a adesão aos modelos de teletrabalho, para todas as modalidades, após completarem 18 meses de trabalho presencial integral, contados a partir do início da sua atuação na sua lotação.
No mesmo ofício, enviado na tarde de quinta-feira (09), a Petrobrás chamou à FUP a uma reunião para “dúvidas e esclarecimentos” a ser realizada na manhã desta sexta-feira, o que a Federação entendeu como uma tentativa de desmobilizar os atos marcados pela categoria. A FUP não participou da reunião e reforçou o chamado aos trabalhadores e trabalhadoras para as mobilizações.

