Assembleias rejeitam proposta da PLR e sindicatos discutem próximos passos da campanha

Na segunda-feira (11), pela manhã, as lideranças sindicais participam do Conselho Deliberativo da FUP e à tarde reúnem-se com a FNP para buscar a construção de um calendário conjunto de mobilizações

assembleias
Petroleiros e petroleiras participaram das assembleias que rejeitaram massivamente a contraproposta de PLR da Petrobrás (Foto: Guilherme Weimann/Sindipetro Unificado)

Da comunicação da FUP

A categoria petroleira rejeitou massivamente a primeira contraproposta de PLR apresentada pela Petrobrás e subsidiárias e aprovou os indicativos da FUP e da FNP relacionados à pauta emergencial de SMS e às mobilizações, com data a serem definidas pelas entidades sindicais.

Na segunda-feira (11), a FUP e seus sindicatos realizam Conselho Deliberativo para discutir e apontar os próximos passos da campanha de PLR e das negociações com a Petrobrás sobre a pauta de SMS que foi aprovada nas assembleias. Após a reunião do Conselho da FUP, a entidade se reúne com a FNP para buscar a construção de um calendário conjunto de mobilizações.

Até esta sexta-feira (08), as assembleias já haviam sido concluídas por 11 dos 13 sindicatos da FUP, cujas bases apontaram mais de 95% de rejeição à contraproposta de PLR que discrimina os trabalhadores das subsidiárias e aumenta a já absurda desigualdade remuneratória que é praticada no Sistema Petrobrás. O mesmo quadro está se confirmando nas assembleias dos Sindipetros de Duque de Caxias e de Minas Gerais, que encerram a consulta aos trabalhadores neste final de semana.

A categoria reforçou nas assembleias que os resultados alcançados pela empresa foram produzidos por todos os petroleiros e petroleiras e, portanto, é inadmissível que a distribuição desse lucro coletivo beneficie os salários mais altos, em detrimento dos que ganham menos.

No dia 30 de outubro, quando a Petrobrás chamou a FUP para conversar sobre o PRD, as direções sindicais reafirmaram que o programa mantém os mesmos valores do PPP, ao esvaziar a negociação coletiva da PLR, ao possibilitar que os gestores o utilizem como ferramenta de perseguição política e ao perpetuar as desigualdades remuneratórias no Sistema Petrobrás.

A FUP enfatizou que os trabalhadores continuarão lutando por um só modelo de remuneração variável para toda a categoria petroleira e que, enquanto continuar existindo outro programa além da PLR, que siga os parâmetros e conceitos negociados coletivamente, com regras justas e democráticas, que levem em conta o resultado de todo o Sistema Petrobrás.

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