Sindicato consultou os trabalhadores sobre as perspectivas para o novo Plano de Cargos que a FUP negocia com a Petrobrás

O Sindipetro Unificado realizou, durante os últimos meses, uma pesquisa entre os trabalhadores e trabalhadoras das suas bases para obter um panorama detalhado sobre a situação dos Planos de Cargos existentes e das perspectivas sobre o novo plano que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) negocia com a Petrobrás. A pesquisa tem como objetivo subsidiar as discussões que ocorrem no Grupo de Trabalho (GT) que trata do assunto.
O formulário, disponibilizado no site do sindicato, obteve 511 respostas. Dentre essas respostas, 75% dos entrevistados estão no Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) e 25% no Plano de Classificação e Avaliação de Cargos (PCAC).
Segundo as informações obtidas no levantamento, essa é a configuração de etapa da carreira dos funcionários que se enquadram no PCR:
No caso do PCAC, a configuração é a seguinte:
A pesquisa levanta algumas perguntas para compreender melhor os motivos que levaram os entrevistados a tomar decisões sobre o Plano, seja migrar para o PCR, como também ficar no PCAC. Para os que ficaram no PCAC, o principal motivo para a decisão foi a falta de transparência sobre os impactos da mudança e a vontade de avanço na carreira. O gráfico a seguir levanta o resto dos motivos:
No caso dos que migraram para o PCR, os motivos levantados são os seguintes:
A pesquisa também abordou as frustrações dos que ficaram e dos que migraram. No caso dos que ficaram, as principais frustrações levantadas foram:
No caso dos que migraram para o PCR, as principais frustrações foram as seguintes:

O levantamento realizado pelo Sindipetro Unificado tentou retratar também a mobilidade de carreira, buscando uma média de avanço de nível nos últimos dez anos e nos últimos cinco anos. A média geral traçada foi de 4 níveis em 10 anos e 2 níveis em 5 anos. Detalhadas por Planos, o PCAC avançou 6 níveis nos últimos 10 anos e 3 níveis nos últimos 5 anos; e o PRC, 3 níveis nos últimos 10 anos e 1 nível nos últimos 5 anos.
Quando o extrato selecionado é gênero, as mulheres avançaram 2 níveis nos últimos 10 anos e 1 nível nos últimos cinco anos, sendo que os homens avançaram 4 níveis em 10 anos e 1 nível nos últimos cinco.
No que diz a respeito das prioridades dos trabalhadores e trabalhadoras para o novo Plano de Cargos do Sistema Petrobrás, a prioridade número um é o avanço na carreira. O quadro das questões identificadas como Prioridade 1 é o seguinte:
No caso da prioridade número dois, as duas resposta mais encontradas foram promoção de cargos e nova tabela de níveis, ficando o quadro configurado da seguinte forma:
O coordenador da regional Campinas do Sindipetro Unificado, Steve Austin, afirma: “A pesquisa foi muito importante para ter um diagnóstico dos dois planos e trazer da categoria as reivindicações para o novo plano”. Ainda segundo o diretor, “essas informações subsidiaram o debate na Plenafup e estão subsidiando a construção da proposta da Federação para o novo Plano de Cargos”.
Austin ainda complementa: “Agora é seguir nas negociações e mobilizações para um novo Plano de Cargos que atenda todas as reivindicações da categoria”.
