NOTA OFICIAL: Contra o machismo e misoginia dirigidos à diretora da FUP, Cibele Vieira

Ataques à aparência da dirigente revelam machismo estrutural e tentam deslegitimar a atuação política de uma mulher no movimento sindical

O Sindipetro Unificado repudia de forma veemente o conteúdo de um áudio que circula entre petroleiros e petroleiras contendo ataques pessoais, machistas e misóginos à diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira.

No áudio, o autor afirma reconhecer a inteligência e a capacidade política de Cibele, mas tenta desqualificá-la a partir de critérios que nada têm a ver com sua atuação sindical, sua trajetória ou sua legitimidade enquanto dirigente. O ataque se concentra exclusivamente em sua aparência e na forma como se veste — um expediente histórico do machismo para tentar silenciar, constranger e afastar mulheres dos espaços de decisão.

Cibele Vieira tem uma trajetória marcada pelo compromisso com a categoria petroleira, pela defesa dos direitos dos trabalhadores e pela atuação firme em prol da soberania energética e da justiça social. Ataques pessoais e preconceituosos não apenas desrespeitam sua dignidade, como também atentam contra o debate democrático e a livre atuação sindical.

A contradição é evidente: ao mesmo tempo em que admite a competência da dirigente, o autor do áudio afirma que não “pegaria sua ficha de emprego” por conta de sua aparência. Trata-se de uma lógica profundamente discriminatória, que revela como o machismo opera: quando mulheres ocupam espaços de poder, sua capacidade é constantemente relativizada por critérios estéticos que jamais são aplicados aos homens.

A fala exposta no áudio não ataca apenas Cibele Vieira. Ela atinge todas as mulheres que constroem o movimento sindical, a luta dos trabalhadores e os espaços de representação política. Ao reduzir uma dirigente sindical à forma como se veste, ignora-se deliberadamente sua história de luta, seu papel nas negociações nacionais e sua contribuição concreta na defesa dos direitos da categoria petroleira.

O movimento sindical nasceu da luta contra injustiças, discriminações e opressões. Não pode, portanto, tolerar em seu interior discursos que reproduzem o machismo estrutural da sociedade e reforçam práticas que sempre tentaram excluir mulheres dos espaços de poder e decisão.

O Sindipetro Unificado reafirma sua solidariedade à companheira Cibele Vieira, diretora da FUP, e reitera que competência, credibilidade e legitimidade política se constroem com compromisso, trabalho e coerência — não com padrões morais, estéticos ou comportamentais impostos de forma seletiva e discriminatória.

Machismo não é opinião. É violência simbólica.
E não passará.

Sindipetro Unificado

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