Com uma dor muito grande fui prestar minha última solidariedade ao Carlos, mas com uma dor ainda maior saí do seu funeral: ninguém da gestão da Replan e da Petrobrás sequer se deu ao trabalho de enviar uma coroa de flores

No último domingo enterramos o caldeireiro Carlos, da Replan, filho do caldeireiro Japão, também da Replan. Eu estava lá! Triste! Velório cheio, que já nos mostra quem era o Carlos. Um funcionário dedicado, aplicado, comprometido com a segurança acima de tudo, com fazer o certo. Alegre, humilde, sorrindo sempre quando conversava conosco. Sempre perguntava se podia isso ou aquilo antes de iniciar qualquer atividade, querendo ter certeza de que havia sido liberada pela Operação…. sentirei falta, sim, apesar de apenas termos tido contato profissional. Sentirei falta de um companheiro em quem confiava plenamente na execução de suas funções.
Foi lamentável, vergonhoso, ver que a gestão da Replan, e por conseguinte da Petrobrás, não reconheceu o ser humano e profissional que Carlos foi. Digo isso porque ninguém da gestão esteve presente em seu último adeus. Nem flores lhe enviou. Não reconheceu sua vida ali dedicada. Terrível!
Terrível que tal fato, que tal atitude aconteça em uma estatal durante o governo Lula. Se fosse no governo anterior, não esperaria mais, mas neste… lamentável!
Que todo representante assuma sua parte nisso. Que possamos ser geridos e guiados por humanos.
Eu fiz o que achei ser o certo, apesar de não estar presente no ocorrido, fui lá (com outros companheiros) como trabalhador do mesmo local, como companheiro de labuta, prestar meu respeito a pessoa que foi, ao Carlos, caldeireiro, petroleiro como eu, companheiro, amigo, filho, tio, esposo.
Carlos, Presente!!!
