As torcidas organizadas de esquerda

Dicas culturais

Pedro Polo, aposentado Replan | Música: Gosto de “Light My Fire”, do The Doors e de “Lucky Man”, de Emerson, Lake & Palmer.

William Yoshika, Destilação Replan | Livro: “Escravidão – Vol. 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares”, de Laurentino Gomes. Leitura fácil sobre a história do Brasil.

João Araújo, aposentado Recap | Filme: Um dos meus favoritos é “Dois Filhos de Francisco”, que conta a história da dupla Zezé di Camargo e Luciano


Esporte

As torcidas organizadas de esquerda

Futebol também é política

Quando se fala em torcida organizada pensa-se logo em marombados truculentos, que vão aos estádios para arrumar encrenca e dar porrada nos adversários. Apesar dessa imagem comum não ser longe da realidade, há outras torcidas que utilizam o amor ao futebol para divulgar propostas políticas para promover a paz nos estádios e a democracia no país.

Em São Paulo, dois dos mais tradicionais clubes possuem suas torcidas progressistas: o Porcomunas e Porcominas palmeirense e o tradicional Coletivo Democracia Corinthiana, inspirada no time do saudoso dr Sócrates e Cia.

A torcida Porcomunas, fundada em 2013, afi rma destinar-se aos “torcedores palmeirenses comunistas, socialistas, trotskistas, anti-homofóbicos e afins”, conforme informa sua página nas redes sociais.

Já a Democracia Corinthiana afirma ter surgido “como resposta à escalada conservadora fascista no Brasil, como mais uma frente de resistência democrática e popular. Deriva de outras ações democráticas desenvolvidas historicamente no ambiente corinthianista”.

Listamos, a seguir, algumas torcidas e coletivos de esquerda e progressistas ligados ao futebol:
ABC F. C. Antifascistas // AnarcomuAmerica // Avaí Antifascista // Azulão Antifascista // Bafomunistas (Comercial-SP Antifascista) // Bancada Alviceleste // Belo Antifa // Botafogo Antifascista // Brigada Marighella // CAP antifa // Coletivo Democracia Corinthiana // Coletivo Democracia SantaCruzense // Coletivo Elis Vive // Coletivo Popular Alvinegro // Coletivo Remo Antifascista // Coral Antifa // Coringão Antifa // Coritiba Antifascista // Esquerda Rubro-Negra // Esquerda Vascaína // Flamengo Antifascista // Flamengo da Gente // Fluminense Antifascista // Frente Esquadrão Popular // Frente Inter Antifascista // Gipão Antifascista // Goytacaz Antifascista // Meca Antifa // MFLP – 54 // Movimento Esmeraldino Antifascista // Movimento Grêmio Antifascista // Movimento Popular Coral // Movimento Toda Poderosa Corinthiana // Palmeiras Antifascista // Porcominas // Porcomunas // Portuguesa Antifascista // Resistência Azul Popular // Resistência Tricolor Antifascista // Resistência Tricolor – Fortaleza // Timbu antifa // Torcedores e Torcedoras pela Democracia // Torcida Antifascista Sport // Treze Antifascista // Tribuna 77 // Tricolores de Esquerda // Ultras Resistência Coral // Vasco Antifascista // Vozão Antifascista // Xavantes Antifascistas


Cultura

Bandidos

Conservadores querem censura

Exposição em cartaz na Biblioteca Mario de Andrade apresenta obras censuradas no decorrer de três séculos.

Fazem parte dessa exposição do acervo de raridades da Biblioteca Mário de Andrade. Incluem-se desde títulos como Comedia Eufrosina, de Jorge Ferreira de Vasconcellos, peça de teatro do século 16 censurada pela Igreja e incluída no Index de livros proibidos; chegando a Capitães da Areia, de Jorge Amado, incinerado em praça pública pelo Estado Novo, em 1937.

A abertura da exposição contou com uma roda de conversa com Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura.

Passeando pelas 60 obras expostas, percebe-se nitidamente que a censura era majoritariamente conduzida pela Igreja Católica, com o apoio das monarquias. Em 1547 Portugal criou um índice próprio de livros proibidos, sendo o país europeu que estabeleceu a mais duradoura censura, devido à reforma católica e perseguição a textos protestantes. Em 1551 foi proibida a impressão de qualquer Bíblia em português, veto revogado apenas em 1778.

Com o atual momento político, de avanço do autoritarismo e ameaças de “revisão” de livros de história e ressurgimento da censura, a mostra é um alerta contra o retrocesso.

SERVIÇO

De 18/01 a 13/03, das 10h às 19h

Entrada grátis Biblioteca Municipal Mario de Andrade Rua da Consolação, 94 – centro, São Paulo.

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