Sindipetro Unificado participa de encontro de movimentos sociais em Campinas

Diretora destaca memória política, papel da organização e defesa da soberania nacional

Maria Júlia Wegher, diretora do Sindipetro Unificado: “Quando a gente fala de defender a Petrobrás, a gente defende o Brasil” (Foto: Reprodução)

O Sindipetro Unificado participou, nesta sexta-feira (24), do encontro “A voz dos movimentos sociais e populares de Campinas e Região”, realizado no auditório da ADunicamp, em Campinas (SP). A atividade reuniu movimentos sociais e entidades para discutir ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população brasileira, em diálogo com a Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Durante o evento, a diretora do Sindipetro Unificado, Maria Júlia Wegher, ressaltou a importância da memória política e da organização da classe trabalhadora. Em sua fala, ela relacionou o debate atual com o contexto histórico recente do país, ao mencionar os dez anos do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, que classificou como um marco de impacto para os movimentos sociais e para os trabalhadores.

Segundo a dirigente, aquele período trouxe mudanças significativas, como o enfraquecimento das formas de financiamento das entidades sindicais, o que afetou diretamente a capacidade de organização coletiva. “É uma maneira da classe trabalhadora se organizar”, afirmou, ao se referir ao papel do imposto sindical no fortalecimento das lutas sociais.

Maria Júlia também destacou o papel histórico da categoria petroleira nas mobilizações nacionais, enfatizando que as pautas defendidas pelos trabalhadores do setor ultrapassam interesses corporativos. Ela citou como exemplo a defesa da reestatização de ativos estratégicos, como a BR Distribuidora e infraestruturas do setor de gás.

De acordo com a diretora, essas medidas têm impacto direto na vida da população, ao possibilitar a redução de custos de itens essenciais, como o gás de cozinha, e ampliar o acesso a insumos fundamentais, como fertilizantes. “Quando a gente fala de defender a Petrobrás, a gente defende o Brasil”, afirmou, relacionando a pauta energética ao cotidiano de trabalhadores urbanos e rurais.

A dirigente também mencionou a necessidade de investimentos no setor de gás natural e na retomada das fábricas de fertilizantes nitrogenados, apontando a importância dessas políticas para reduzir a dependência externa e garantir preços mais acessíveis para pequenos produtores.

Encerrando sua participação, Maria Júlia destacou a importância da construção coletiva e da perspectiva de avanços, mesmo diante dos desafios. “A gente tem um pouquinho de perspectiva e de esperança, por mais que seja muito difícil”, concluiu.

O encontro também contou com o lançamento do livro “O caminho se faz ao caminhar”, volume 2, promovido pelo NC-ABEFC, com apoio da ADunicamp.

ACT 2025

Responda a pesquisa da campanha reivindicatória 2025