Trabalhadores do Edisp realizam ato com atraso nesta sexta, dia 1

Texto e fotos Norian Segatto

Os trabalhadores/as do Edisp realizaram nesta quarta-feira, 27, nova reunião setorial para debater o projeto da empresa de realocar os funcionários no Rio de Janeiro, saindo do prédio da Avenida Paulista. Cerca de 120 edispianos participaram da setorial.

De início, o diretor do Unificado, Alexandre Castilho, informou sobre a reunião ocorrida no Rio de Janeiro – solicitada pelo Sindicato – com o setor de Relações Sindicais do RH da empresa. A entidade solicitou que o processo seja mais transparente e os trabalhadores tenham acesso às informações e planejamento da empresa. Ficou compromissado que haverá um diálogo periódico entre a Petrobrás e o Sindicato, mas a empresa se recusou a fornecer qualquer estudo de viabilidade econômica. “Parece que não aceitam contestação”, avaliou Castilho.

 

Claudio Costa, pare de falar B…obagem

O que mais surpreendeu a todos – sindicalistas e funcionários – foi o fato de ao mesmo tempo em que dirigentes do Unificado estavam no Rio de Janeiro pedindo diálogo e transparência, o gerente executivo Claudio Costa, se bateu do Rio para São Paulo para “conversar” com os trabalhadores do Edisp. Conforme relatos e áudios da reunião, o tom utilizado pelo GEx foi intimidatório, afirmando que refinarias seriam fechadas, que muitos seriam demitidos e que quem não se transferisse para o Rio de Janeiro estava, praticamente, com os dias contados na empresa.

O tom da conversa chocou muitos funcionários e foi visto como assédio moral e falta de respeito por parte da gerência. No dia seguinte, Danilo Silva informou na reunião do Conselho de Administração o que havia ocorrido e as ameaças feitas pelo gerente. Tal repercussão negativa levou o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, a fazer um vídeo tentando explicar a desmobilização do prédio do Edisp e retrucando afirmações de Claudio Costa, sem, no entanto, citar ou desautorizar explicitamente as palavras do GEx.

Diante disso, o Sindicato encaminhou ofício ao diretor da Petrobrás, Eberaldo Almeida Neto, solicitando uma reunião para esclarecer as afirmações de Claudio Costa.

 

Atraso nesta sexta, dia 1

Na setorial da quarta-feira esses temas foram abordados e ficou definido que os trabalhadores realizarão um ato com atraso de duas horas nesta sexta, dia primeiro, exigindo respeito e transparência nas informações.