Trabalhadores da Transpetro realizam assembleias para escolher tabelas de turno

A partir desta quarta-feira (19), petroleiros da Transpetro poderão escolher uma das opções válidas de tabela para cada um dos terminais

Trabalhadores poderão escolher entre jornadas de oito ou de 12 horas (Foto: Roberto Parizotti)

O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) inicia, nesta quarta-feira (19), uma série de assembleias com trabalhadores da Transpetro – subsidiária integral da Petrobrás responsável pelo transporte e logística de combustíveis – para definir as tabelas de turno em cada uma das unidades.

Os petroleiros puderam sugerir tabelas de turno durante o mês de julho. Elas precisaram se enquadrar na legislação trabalhista para o turno ininterrupto de trabalho, que estabelece o interstício – descanso mínimo de 11 horas entre jornadas – e o repouso semanal remunerado – que prevê 24 horas contínuas de folga após seis dias de trabalho.

Leia também: Sindipetro recebe propostas de tabelas de turno de trabalhadores da Transpetro

No total, serão realizadas 20 assembleias nos terminais de Barueri, Guararema, Guarulhos e São Caetano do Sul, nas quais os petroleiros poderão escolher entre 14 opções de tabelas de turno, de oito e de 12 horas de jornada.

A jornada de 12 horas foi implementada de forma unilateral na Petrobrás e na Transpetro desde o início da pandemia de covid-19. A justificativa das empresas é diminuir as trocas de efetivos e, consequentemente, as interações entre os trabalhadores, o que diminuiria a chance de contágio. Com isso, houve a redução de cinco para quatro grupos em cada um dos setores.

O gargalo está no efetivo, não no regime.

Arthur Bob Ragusa, diretor da Federação Única dos Petroleiros

O Sindipetro Unificado-SP, entretanto, coloca-se contrário à jornada de 12 horas, por entender que ela fere a legislação trabalhista, expõe a saúde dos trabalhadores e camufla o problema da falta de efetivo mínimo nas unidades.

“O gargalo está no efetivo, não no regime. O trabalhador que é favorável a esse modelo acredita que não precisará fazer mais dobra, porque antes ia trabalhar oito horas e ficava 16. Mas, se houver qualquer problema, tem de ficar do mesmo jeito. A Lei 5811/72 prevê que as pessoas possam ser mantidas no local de trabalho dependendo das necessidades operacionais”, aponta o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Arthur Bob Ragusa.

Confira abaixo os horários das assembleias e as opções de tabelas disponíveis:

 

Barueri            

Quarta-feira (19/08)
7 horas – G5 e G3

19 horas – G4

 

Sábado (22/08)

19 horas –    G1 e G2

 

Guararema

Quinta-feira (20/08)

19 horas –    G2 e G3

 

Terça-feira (25/08)

19 horas –   G4 e G1

 

Segunda-feira (31/08)

19 horas –   G5

 

Guarulhos

Segunda-feira (21/08)

7 horas – G5 e G4

 

Terça-feira (25/08)  – Nova assembleia  em 28/08 às 19h.

07 horas – G3 e G2

 

Terça-feira (01/09)

19 horas – G1

 

 

São Caetano do Sul

Quinta-feira (20/08) – Nova assembleia no dia 01.09 no mesmo horário.

7 horas – G2 e G3

 

Segunda-feira (24/08)

19 horas – G1 e G4

Quarta-feira (26/08)

7 horas – G5

 

Opções de tabelas:

8 horas

Tabela 1

Tabela 2

Tabela 3

Tabela 4

Tabela 5

Tabela 6

Tabela 7

Tabela 8

Tabela 9

 

12 horas

Tabela 10

Tabela 11

Tabela 12

Tabela 13

Tabela 14

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