Trabalhadores da Replan protestam contra privatização da Rlam

Ato reuniu petroleiros e dirigentes do Sindipetro Unificado-SP em frente da refinaria na manhã desta sexta-feira

Petroleiros seguram faixa em frente à Replan, pedindo pela defesa da Petrobrás e do Brasil
Primeira unidade de refino do país, Rlam se torna primeira refinaria privatizada do sistema Petrobrás (Foto: Odara Monteiro)

Por Odara Monteiro*, sob supervisão

Na manhã desta sexta-feira (3), petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, participaram do ato nacional contra a privatização da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), agora, Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia. Trabalhadores também se mobilizaram nos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. 

A Petrobrás concluiu a venda da unidade na última terça-feira (30) para o fundo Mubadala, dos Emirados Árabes, por 1,8 bilhão de dólares. Das oito unidades da estatal colocadas à venda pelo governo, essa foi a primeira a ter o acordo concretizado. 

Localizada no município baiano de São Francisco do Conde, a Rlam foi a primeira refinaria do país e representa 14% da capacidade total de processamento de petróleo no Brasil. 

Em comunicado, o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, afirmou que, com a privatização das unidades de refino da estatal, o mercado será mais competitivo e trará mais investimentos. 

Rebatendo a fala do presidente da estatal, o diretor do Sindipetro-SP, Juliano Deptula, afirmou que a competitividade advinda das privatizações defendidas por Luna acontece às custas dos trabalhadores, que hoje chegam a pagar mais de R$100 em um botijão de gás de cozinha.

“Quem paga esse custo da competitividade que esse governo e essa gestão da Petrobrás estão prometendo é o povo brasileiro, porque a política de preços da empresa, visa o lucro do mercado e dos acionistas, ou seja, do capital em detrimento da população”, explica Deptula. 

Para ele, essa lógica de competitividade é incoerente porque eleva o custo da gasolina e dos demais combustíveis para aumentar o lucro do capital internacional. “É algo ilógico para uma estatal, que em primeiro lugar tem que colocar a população, que é para quem ela deveria prestar serviços”, afirma. 

 

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