Sindipetro Unificado realiza reunião com gerência dos Terminais do Planalto e OSBRA

Temas discutidos incluem segurança, capacitação e condições de trabalho dos funcionários nos terminais

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Os quadros mínimos de pessoal em vários setores e a segurança na troca de turno nos terminais da Transpetro foram motivo de preocupação em reunnião realizada em São Caetano do Sul (Foto: Reprodução/Petrobrás)

O Sindipetro Unificado participou de uma reunião com a gerência dos terminais do Planalto e do OSBRA nesta segunda-feira (15), em São Caetano do Sul (SP), na qual diversos assuntos fundamentais aos trabalhadores e trabalhadoras foram debatidos.

Entre as questões levantadas, destaca-se a preocupação da base em relação à formalização dos riscos no ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) e na análise preliminar de risco, particularmente no contexto dos agentes químicos. Foi esclarecido pela empresa que não há obrigação legal de incluir no ASO qualquer elemento abaixo do limite de tolerância. No entanto, uma nova reunião está programada para a empresa apresentar as bases legais e normativas que legitimam a forma de atuação.

Outro ponto de destaque foi a discussão sobre operadores provenientes de outros setores e os pontos falhos identificados no Plano de Capacitação e Realocação (PCR). A questão quanto ao modelo de treinamento para as novas responsabilidades e a transparência no processo de seleção foram apontados como áreas de melhoria. Uma reunião subsequente será realizada para elaborar melhorias no processo de treinamento para novos operadores.

Houve também preocupação expressa quanto aos quadros mínimos de pessoal em diversos setores e à segurança na troca de turno nos terminais da Transpetro, em meio à redução significativa de efetivo nos últimos anos.

As dúvidas sobre a implementação do novo adicional de dutos foram levantadas, e a empresa remeteu a interpretação da cláusula do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) a orientações nacionais da sede da Transpetro.

Além disso, foi discutido o acompanhamento e fiscalização das empresas terceirizadas, abordando questões como o cumprimento de pagamento de periculosidade, tempo de contrato, convênios para dependentes e manutenção de benefícios. A empresa informou que a lógica dos contratos foi modificada de entrega, para postos de serviços e o tempo médio das novas licitações será em torno de 3 a 4 anos, visando minimizar os impactos nas trocas de contratos. Durante a vigência do contrato, não será permitida a alteração do acordo coletivo como referência nem do sindicato de representação.

Por fim, foi colocada a demanda por restaurantes comerciais nos terminais, oferecendo aos trabalhadores a opção de utilizar o serviço mediante pagamento individual pela alimentação.

Segundo o diretor do Sindipetro Unificado, Rodrigo Araújo, a reunião foi produtiva, e o sindicato seguirá cobrando para que as devidas providências dos assuntos debatidos sejam realizadas: “Tivemos uma reunião proveitosa, com compromissos firmados para estudar e acompanhar os temas abordados e com um compromisso claro de considerar os interesses dos trabalhadores de forma humanizada”, afirmou o diretor.

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