Sindipetro-SP entrega alimentos para Cozinha Solidária São Marcos em Campinas

Foram doados mantimentos arrecadados durante a festa de 20 anos da unificação do sindicato; também foi realizada uma aula pública sobre a Petrobrás

cozinha solidária
A cozinha oferece cerca de 500 refeições por dia de forma gratuita (Foto: Guilherme Weimann)

Por Guilherme Weimann 

Na última sexta-feira (16), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) realizou a doação de centenas de quilos de alimentos para a Cozinha Solidária São Marcos, localizada na periferia de Campinas (SP). Os mantimentos haviam sido arrecadados na festa de 20 anos de unificação do sindicato, realizada no dia 27 de agosto.

A cozinha funciona há um ano e três meses e, atualmente, serve cerca de 500 refeições por dia para pessoas afetadas pela atual crise econômica. O espaço conta com o apoio da Paróquia São Marcos, do Acampamento Marielle Vive e de diversas outras entidades. Os petroleiros contribuem, desde o início, com o gás de cozinha.

Além da entrega dos alimentos, o coordenador regional do Sindipetro-SP e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Arthur Bob Ragusa, realizou uma aula pública sobre a atual situação da Petrobrás.

“O preço de praticamente todos os produtos, desde os alimentos até as roupas que vestimos, é influenciado pelos combustíveis. E, durante o governo Bolsonaro, a Petrobrás tem se comportado como uma empresa privada, privilegiando os empresários e penalizando o povo. Precisamos, nesta eleição, eleger candidatos que possam devolver a Petrobrás aos brasileiros”, explica Ragusa.

Coordenadora da cozinha, Márcia Castagna Molina também apontou a hipocrisia das recentes diminuições dos preços dos combustíveis. “A Petrobrás estava vendendo a gasolina a preço de dólar. Por isso que a gasolina foi a quase R$ 8. Agora, há um mês da eleição, baixou para menos de R$ 5. Mas há um mês da eleição não resolve o nosso problema. Nós precisamos ter uma política permanente”, opina Molina.

Após vários depoimentos das pessoas presentes, a coordenadora da cozinha resumiu: “Ou a gente compra comida, ou a gente compra remédio, ou a gente compra o gás. Mas a gente precisa de tudo isso para viver. Atualmente, nós temos um salário de fome. Por isso, nós precisamos eleger um governo que garanta a soberania nacional na Petrobrás, um salário-mínimo digno e comida de verdade na mesa”.

Aposentado da Refinaria de Paulínia e voluntário da cozinha, Geraldo Cestarioli também apontou o que, na sua opinião, está em jogo na eleição que será realiza no próximo dia 2 de outubro. “Soberania é uma palavra muito profunda. A Petrobrás tem que ser respeitada e amada pelos brasileiros. Ela foi a única que acreditou que teria petróleo a seis mil metros de profundida no mar. Soberania é independência, de não depender de ninguém, só de nós mesmos. E justamente isso que está em jogo nessas eleições”, conclui.

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