Sindicatos pedem suspensão da cobrança da AMS

Em reunião ocorrida na quarta-feira, 15, a FUP criticou a decisão da empresa de cobrar R$ 119,5 milhões dos trabalhadores a título de equalizar o déficit causado pelo desequilíbrio na relação de custeio 70 x 30 durante o ano de 2018. O acordo coletivo da categoria estabelece que qualquer mudança no custeio da assistência à saúde só pode ser feita com base em negociações entre empresa e trabalhadores, o que não ocorreu, a Petrobrás deliberadamente omitiu essa informação quando divulgou a tabela de contribuições extraordinárias para o equilíbrio 70/30.

Tal ajuste foi anunciado pela empresa em abril, nove dias após a reunião com a Comissão de AMS, onde o tema não foi abordado, em clara demonstração do “jogo sujo” que a direção da companhia quer estabelecer com os empregados.

A FUP questionou, também, a Petrobrás computar na equalização do custeio valores que deveriam ser de cobertura integral da empresa, como gastos com medicamentos de alto custo e despesas decorrentes de tratamentos de beneficiários vítimas de acidentes e de doenças do trabalho. O movimento sindical exige a imediata suspensão dessas contribuições extraordinárias.

No dia 15, o Sindipetro-MG obteve liminar suspendendo a cobrança.

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