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SEM ARREGO CONTRA O RETROCESSO, É GREVE DIA 14 DE JUNHO

Por Norian Segatto

De Norte a Sul do país, o Brasil viveu uma quarta-feira (dia 15) de intensas manifestações, capitaneadas por professores, estudantes e profissionais de Educação, em protesto contra o brutal corte de verbas para esta área vital ao país. Outras categorias – como os petroleiros – se uniram em solidariedade à Educação de qualidade e engrossaram o coro contra a reforma da Previdência, contra as privatizações e o desmonte do Estado em favor de interesses financistas internacionais.

Ato na Replan 

Nas refinarias de Paulínia e Capuava, desde as primeiras horas do dia, trabalhadores e trabalhadoras se mantiveram mobilizados nas portarias em apoio ao ato nacional dos profissionais da Educação. Nacionalmente, a categoria petroleira realizou atos para denunciar o desmanche da Educação e as tentativas de privatização da Petrobrás. Os atos na Replan e na Recap contaram, além da participação de trabalhadores próprios e terceiros, com companheiros de outras categorias, como construção civil e de professores do ensino público. Atos semelhantes ocorreram em unidades da Petrobrás em todo o país.

No começo da tarde, milhares de pessoas se concentraram na Avenida Paulista. “Enquanto estamos nas ruas, o Bolsonaro está no país que ele escolheu para ser serviçal”, disse do alto do carro de som na Avenida Paulista, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em  referência ao fato de Bolsonaro estar nos Estados Unidos enquanto ocorriam as manifestações.

Ato na Recap

Mais de 150 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista no maior ato desde a posse do novo governo. No Rio de Janeiro a participação popular agregou mais de 200 mil pessoas. No final da tarde, os organizadores divulgaram um balanço da participação popular nos atos: de 3 a 5 milhões de pessoas participaram em todo o país. Essas pessoas, incluindo todos os petroleiros/as que participaram, foram chamados de “idiotas úteis” por Bolsonaro.

 

Construir a greve geral da 14

As manifestações deste dia 15 foram um “esquenta” para a greve geral convocada por todas as centrais sindicais para o dia 14 de julho.

“Hoje foi um dia muito importante, demonstramos para o mundo que no Brasil há resistência contra a barbárie representada pelo governo que aí está. No dia 14 vamos realizar uma grande greve nacional” convoca o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.

 

Nova manifestação dia 30 de maio

A Greve Nacional da Educação do dia 15 de maio mobilizou milhões de pessoas em todo o país, demonstrando o descontentamento e a frustração diante do descalabro das políticas do governo Bolsonaro.

É necessário, agora, que esse dia represente o início de um processo de resistência. Para dar continuidade às mobilizações contra o corte de verbas na Educação e em outras áreas essenciais, entidades estudantis como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) organizam a realização de mais um grande ato de rua no dia 30 de maio.

Esse movimento contará com o apoio dos educadores e educadoras e trabalhadores de outras categorias, e assim como foi o último dia 15, será mais uma oportunidade para mobilizar a sociedade brasileira rumo à Greve Geral do dia 14 de junho. “De antemão, a categoria petroleira apoia esse movimento e estará ao lado dos estudantes e dos profissionais de Educação contra os desmandos do governo Bolsonaro”, afirma Juliano Deptula.