Replan não acredita mais no seu estudo ‘robusto’ O&M?

Em 2017, a Replan implementou na área operacional um estudo de Organização e Métodos de Trabalho (O&M), com o objetivo de, supostamente, “adequar” os efetivos. Mas, em vez do ajustamento, houve redução no número de postos de trabalho. De forma unilateral, e com base em uma metodologia questionável, a empresa eliminou 54 postos.

Na tentativa de justificar o corte de operadores, a refinaria alegou diminuição de trabalho no regime de turno e a transferência de diversas atividades para o horário administrativo (HA). A empresa estabeleceu um número mínimo de operadores – os chamados OpMan – também no HA, para que essas demandas fossem supridas. Uma manobra que, atualmente, tem sido colocada em xeque pela própria empresa.

O O&M definiu uma lista de rotinas operacionais por setor e quais postos de trabalho seriam responsáveis.

Quase três anos após a aplicação do estudo, a empresa parece desacreditar em sua “ciência” e, de forma arbitrária, passa a descumprir as próprias determinações de números de postos de trabalho. Sob ordens gerenciais, os OpMan estão deixando suas funções de lado para cobrir postos no turno, com o agravante de serem convocados em horários diferentes do administrativo, no transporte do turno.
Essa manobra, além de ser um claro descumprimento de padrão da empresa – que deveria resultar em sistema de consequência aos gerentes -, entra em colisão com o O&M, tão ferozmente defendido como um estudo técnico, científico e robusto.

Como para quem quer dar mancada, qualquer muleta serve, a gerência argumenta que há uma “demanda reduzida de trabalho” no HA neste momento. Os trabalhadores questionam: “O que mudou nas rotinas, trabalhos de manutenção, otimização e planejamento de parada?”. E completam: “Onde o trabalho não continua o mesmo, é porque aumentou!”.

Na verdade, os gerentes estão utilizando um artifício para maquiar as horas extras e sucatear a refinaria, com clara redução do efetivo geral e descumprimento de procedimento que a própria empresa criou. Para tais pandilhas de plantão é preciso sempre lembrar dois mantras da categoria petroleira: “Mais Trabalhadores, Mais Segurança!” e “Não Estamos À Venda!”.

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