Plataformas em Singapura devem tirar quase 100 mil empregos do Brasil

Gestão Castello Branco ignora Conteúdo Local para P78 e P79, que serão instaladas no campo de Búzios, no Rio de Janeiro

Petrobras gerará empregos em Singapura, enquanto Brasil sofre com a crise (Foto: Divulgação Petrobrás)

A construção das plataformas P78 e P79 da Petrobrás para o campo de Búzios litoral do Rio de Janeiro deve ocorrer em Singapura. As unidades terão a capacidade de processar diariamente 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás cada uma.

A expectativa é que entrem em operação em 2025 e que o processo de produção gere no país asiático em torno de oito mil empregos diretos e outros 80 mil indiretos.

Os números impactam um Brasil que atinge a marcar de 14 milhões de desempregados em meio a uma crise econômica que derrubou a produção industrial em todo o país. Ao longo de 2020, a produção industrial caiu 8%.

Ao abrir mão de priorizar o conteúdo local, proporção de investimentos nacionais aplicados na produção, a gestão Castello Branco à frente da Petrobrás também deixa de absorver mão-de-obra, fomentar o desenvolvimento e alimentar a economia regional.

Caso optasse por priorizar a produção no Brasil, o estaleiro Keepfells, em Angra dos Reis, que já contou com sete mil trabalhadores e atualmente possui apenas mil e quinhentos, estaria apto a fabricar as plataformas, assim como o Isibras, ambos no Rio de Janeiro.

A opção exclusivamente pelo preço, sem uma estratégia de desenvolvimento nacional, é mais um duro golpe à indústria naval que viu, em novembro de 2019, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) zerar o imposto de importação para a aquisição de embarcações destinadas à operação de cabotagem no país, projeto que será submetido à votação no Senado.

Condenação

A Petrobrás terá de indenizar o estaleiro Iesa Óleo e Gás em US$ 70 milhões. A medida foi estabelecida no último dia 4 em arbitragem no tribunal de Nova York. Os valores serão pagos pelas subsidiárias Tupi BV e Petrobras Netherlands.

Os valores referem-se ao cancelamento de uma encomenda de módulos para plataformas de petróleo realizada em 2014.

Leia também: Conteúdo local: a disputa para além do petróleo

*Com informações do Brasil 247

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