Petroleiros do Osbra relatam dificuldades para atendimento por plano de saúde

Os trabalhadores se queixam de queda na qualidade e cobertura dos atendimentos pela AMS; Sindipetro-SP exige providências à empresa

Apesar de ser um problema crônico, petroleiros de terminais do Osbra sentiram, nos últimos meses, piora na cobertura e atendimento médico pela AMS (Foto: Agência Petrobrás)

Por Andreza de Oliveira

Desde o início deste ano, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) tem registrado queixas sobre a falta de médicos credenciados pela Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) para o atendimento de trabalhadores dos terminais do Oleoduto São Paulo – Brasília (Osbra), com unidades nos estados do Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás e São Paulo. 

As principais reclamações dos petroleiros que trabalham nos terminais de Brasília (DF), Ribeirão Preto (SP), Senador Canedo (GO), Uberaba e Uberlândia (MG) do oleoduto, administrado pela Transpetro, são sobre a queda da qualidade na cobertura do convênio nessas regiões e redução de profissionais que, apesar de registrados no site do plano, não atendem mais a AMS.

Leia também: Resolução que poderia extinguir AMS é anulada pela Câmara dos Deputados

Como resposta às reclamações, na última sexta-feira (23), o Sindipetro-SP participou de uma reunião com a gestão de Recursos Humanos da Transpetro que se comprometeu a contatar a direção da AMS para tentar retomar o atendimento de todos os médicos conveniados no sistema do plano, bem como trabalhar para ampliar a assistência do convênio, principalmente em áreas que ainda não possuem profissionais credenciados.

A empresa também ficou de verificar a possibilidade de uma parceria com outros convênios em localidades que possuem maiores dificuldades para credenciamento de profissionais, como ocorreu em unidades da Petrobrás nos estados do Acre, Amapá, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.  

Sindicato de olho

No início de maio deste ano, após intervenção do Sindipetro-SP, o RH Petrobrás restabeleceu o atendimento da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência Hospitalar (FAEPA), que faz parte do Hospital da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

“Entendemos que isso tenha que ser feito com todos os credenciados que deixaram de atender o Saúde Petrobrás. A gestão do plano precisa realizar uma força tarefa para que os atendimentos sejam retomados e profissionais de áreas que não estão sendo atendidas nessas regiões, sejam credenciados”, afirma Felipe Grubba, petroleiro da Transpetro e diretor do Sindipetro-SP. 

Para garantir a qualidade do plano de saúde a todos os trabalhadores da Transpetro e da Petrobrás, o Sindicato se compromete a estar sempre cobrando a empresa e sinalizando a base sobre quaisquer alterações no convênio. 

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