Para Abicom, preços da Petrobrás deveriam ser 12% mais altos

Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirma que os preços da estatal ainda estão defasados perante ao cenário internacional 

O aumento sugerido pelos importadores seria cobrado diretamente nas bombas de combustíveis (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Em publicação do final de janeiro, a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) apontou defasagem média de 8% no valor do óleo diesel e 9% no valor da gasolina vendidos pela Petrobrás seguindo a política de preços da companha, o Preço de Paridade de Importação (PPI).

Segundo o presidente da associação, Sérgio Araújo, no mercado interno brasileiro a defasagem da estatal já atinge 12%, o que, na visão dele, inviabiliza importações. Isso significa que, mesmo perante as altas, para os importadores o preço dos combustíveis ainda está baixo.

A Petrobrás está há mais de 25 dias sem aumentar o preço da gasolina ou diesel, mesmo com o presidente da companhia, o general Silva e Luna, afirmando que a estatal deve acompanhar os preços estipulados pelo PPI e que, apesar de estatal, não atua com uma política que “congele” os valores.

Devido aos conflitos internacionais que restringem a oferta do petróleo, como a crise entre Russia e Ucrânia, o preço do barril Brent para abril já bateu US$ 93,27, podendo atingir até US$ 100, enquanto o dólar também opera elevado no Brasil, custando R$ 5,27.

De acordo com a Abicom, a Petrobrás, para não prejudicar os importadores, deveria elevar seus preços no mercado interno com a média de R$ 0,45 para o litro da gasolina e R$ 0,50 o litro do diesel, causando aumento no valor pago pela população.

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