Nota: Pelo fim do genocídio palestino e pela paz no Oriente Médio!

Como trabalhadores e trabalhadoras entendemos que o único posicionamento possível no momento é a profunda solidariedade ao povo palestino. Foto: Motaz Azaiza.

Já se passaram mais de 50 dias desde que começou essa nova etapa da guerra do Estado de Israel contra a existência da Palestina. Mais de 14 mil palestinos já foram mortos, dentre eles mais de 6 mil crianças. Nenhuma guerra dizimou tantas crianças em tão pouco tempo. O que está acontecendo parece muito mais um processo de genocídio e limpeza étnica, que desrespeita tratados internacionais e o próprio acordo mediado pela ONU para a região.

Sim, o ciclo de violência atual foi iniciado após os ataques terroristas do grupo Hamas em Israel, que causaram a morte de 1200 pessoas, ataque que, como trabalhadores e trabalhadoras, condenamos. Mas, ao invés de responder utilizando a superioridade militar e tecnológica em operações de inteligência com alvos previamente mapeados e específicos, a resposta que estamos vendo por parte de Israel é um processo de vingança contra toda uma população, castigando coletivamente a um povo pela atuação de um grupo determinado, cometendo crimes de guerra e violando inúmeras convenções internacionais. Nada justifica o assassinato massivo de crianças e civís; o corte de suprimentos, energia e água; o bombardeio a hospitais; o deslocamento forçado de milhões de pessoas. O Estado de Israel alega não poder “perder” essa guerra porque seria o fim da sua existência, mas historicamente tem negado o direito à existência de um Estado Palestino.

A violência tem sido uma constante desde os primeiros massacres e o processo de expulsão conhecido pelos palestinos como Nakba, “a grande tragédia”. Ditos eventos deram lugar a um processo colonialista de ocupação, que tem violentado sistematicamente as mais elementais condições de vida do povo palestino, roubando suas terras, expulsando-os, assassinando-os, e arrancando a dignidade e os direitos mais elementais dos sobreviventes, num regime catalogado por diversos organismos internacionais de direitos humanos como de Apartheid.

O momento atual é de particular violência. Segundo a ONU, esse ano foi o mais mortífero em todo o território palestino, a raiz de um clima de aumento da violência gerado pela virulência do discurso do próprio Netanyahu e por importantes membros do seu gabinete e do seu governo, que representam o que há de mais reacionário na política israelense e no mundo, cuja impunidade é garantida pelo imperialismo estadunidense.

Esse discurso tem representado uma carta branca aos colonos mais violentos e radicalizados, encorajados a aprofundar o processo de expulsão e violência contra os palestinos em regiões como a Cisjordânia. Não à toa, são aliados e defendidos à risca pelos ultradireitistas bolsonaristas do Brasil, que hipocritamente defendem o direito de Israel à aquelas terras, ao mesmo tempo que não reconhecem o direito dos povos indígenas no Brasil nem dos palestinos que ali estavam antes da existência de Israel.

O Sindipetro Unificado vem pela presente nota expressar seu firme repúdio ao genocídio em Gaza e clamar por um cessar fogo definitivo. Como trabalhadores e trabalhadoras entendemos que o único posicionamento possível no momento é a profunda solidariedade ao povo palestino. É preciso apostar no diálogo, na paz com justiça e dignidade. Os palestinos devem ter suas terras garantidas, sua autonomia territorial, política e econômica e sua dignidade. Só assim será possível construir uma paz duradoura na região.

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