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III Coupesp define prioridade à luta contra a privatização de refinarias

No final de semana de 9 e 10 de fevereiro, as diretorias dos sindipetros Unificado, Litoral Paulista e São José dos Campos realizaram, na escola Florestan Fernandes, do MST, o terceiro Congresso Unificado dos Petroleiros de São Paulo. “Esse é um esforço conjunto de unirmos as militâncias e bases na defesa da Petrobrás e dos trabalhadores”, afirmou o coordenador do Unificado, Juliano Deptula. Além de dirigentes das três entidades, outros dez sindipetros se fizeram representar no Congresso.

Para a realização deste III Coupesp foram eleitos três temas prioritários: a conjuntura política com as ameaças de privatização de empresas públicas, o refino e o PP-3, a nova bomba-relógio da Petros.

O ex-presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, e o dirigente sindical Paulo Pasin falaram sobre os desafios dos trabalhadores em geral, e dos petroleiros, em particular, diante dos ataques promovidos pelo atual governo e seus representantes na administração da Petrobrás. Segundo a análise dos debatedores, a próxima campanha salarial (no segundo semestre) será um marco na luta de resistência da categoria, pois haverá forte pressão para retirar importantes conquistas do ACT.

A mesa de debate sobre o refino foi conduzida pelo economista do Ineep, Eduardo Costa Pinto, e por Herbert Teixeira, da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás). Segundo eles, o Brasil faz o movimento contrário ao de outros grandes produtores de petróleo, que usam o recurso como reserva estratégica nacional, em vez de privatizar e vender óleo bruto para importar insumos. A tendência de nacionalização é percebida também, afirmaram, em relação a outros bens essenciais, como água e energia elétrica. Grandes capitais, como Berlim e Paris e mais de 260 outras cidades pelo mundo que tinham programas privatistas, estão olhando para o futuro e reestatizando serviços essenciais.

Nesse quesito, o refino é um dos pilares do desenvolvimento. Eduardo Costa mostrou estudo do Ineep que mostra a criação de cerca de 5 milhões de empregos entre 2003 e 2013 devido aos investimentos da Petrobrás no refino. Para cada R$ 1 bilhão investido no refino são gerados 32 mil empregos, segundo estudo do Instituto.

 

PP-3

Em relação ao novo plano da Fundação Petros, os debates seguiram a linha do que já havia sido debatido em seminário promovido pela direção do Unificado no dia 4 de fevereiro, na Regional São Paulo.

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