FUP se manifesta após troca na presidência da Petrobrás

Federação Única dos Petroleiros soltou duas notas após a troca de Jean Paul Prattes por Magda Chambriard

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FUP espera que nova presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, ajude a cumprir programa do governo Lula
(Foto: Agência Brasil/Antônio Cruz)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) se manifestou após a recente troca na presidência da Petrobrás, destacando sua posição em relação à mudança de comando na estatal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Magda Chambriard para substituir Jean Paul Prates, que esteve à frente da Petrobrás durante um período de um ano e três meses. A FUP expressou seu respeito pela decisão do presidente e manifestou gratidão pelo relacionamento construtivo que teve com Prates, ressaltando a importância de manter essa colaboração sob a nova gestão.

A transição de liderança na Petrobrás é vista pela FUP como uma oportunidade para continuar fortalecendo a empresa e promovendo o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Em suas notas, a FUP destacou a necessidade de que a estatal siga cumprindo o programa de governo de Lula, atuando como um motor para a criação de empregos e renda. A entidade expressou confiança em Chambriard, enfatizando a importância de continuar o diálogo construtivo e o progresso nas questões cruciais para os trabalhadores, incluindo avanços nas obras de expansão da refinaria  Abreu e Lima (Rnest/ PE), Gaslub, (RJ), reabertura das fábricas de fertilizantes, como a Fafen do Paraná, e conclusão da fábrica de Mato Grosso do Sul

Confira as notas abaixo:

14/05/2024

Nota à Imprensa

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) respeita a decisão soberana do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao comando da Petrobrás, agradece o relacionamento construtivo desenvolvido ao longo dos últimos anos com Jean Paul Prates à frente da maior empresa do país e, caso seja confirmado o nome de Magda Chambriard, tem confiança de que será mantida a boa relação com a futura gestão da estatal, em favor do fortalecimento da Petrobrás, do desenvolvimento do país e dos trabalhadores.

15/05/2024

FUP espera que nova presidente da Petrobrás ajude a cumprir programa do governo Lula, enfrentando resistências do mercado e de parte da corporação da empresa

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ressalta a necessidade de a Petrobrás seguir cumprindo o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo um agente do desenvolvimento econômico e social do país, indutora de emprego e renda.

A FUP espera que o relacionamento construtivo desenvolvido ao longo de um ano e três meses da presidência de Jean Paul Prates seja mantido na gestão de Magda Chambriard,  em favor do fortalecimento da Petrobrás, do crescimento do Brasil e do diálogo com os trabalhadores.

“As ideias de Magda Chambriard, especialista da área, coadunam com as da FUP em relação ao fortalecimento da indústria naval nacional, conteúdo local, ampliação do parque de refino”, avalia Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

“Esperamos que a nova presidente ajude a cumprir o programa do presidente Lula,  enfrentando os desafios que há junto ao mercado e a uma parte da corporação da Petrobrás, que joga contra a implementação desse programa que foi aprovado pela população nas urnas”, reforça.

Ele destaca também a necessidade de atenção à agenda interna da categoria petroleira – que vinha sendo tocada pela atual administração -, relativa à solução de problemas estruturantes do plano de previdência  e do plano de saúde, com descontos atuais  de até 100% do salário dos trabalhadores da ativa e aposentados, além de outros temas da categoria , como o novo plano de cargo e salário e reposição de efetivo.

“Na gestão de Prates, a relação com o movimento sindical e os trabalhadores  melhorou infinitamente, com a reconquista de parte de direitos perdidos  ao longo dos últimos anos em negociações coletivas. Houve a mudança da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), avanços no capítulo de energia, que ajudamos a construir e a  diagnosticar durante a equipe de transição do governo Lula, da qual Prates fez parte no comando do subgrupo de petróleo e gás”, ressalta Bacelar.

Segundo ele, no entanto, alguns pontos precisam avançar, como o apoio à indústria naval, com a retomada de encomendas da Petrobrás no Brasil, e também ações do governo, como o aumento do índice de conteúdo local, queda nas  taxas de financiamento ao setor com a atuação de bancos públicos e recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). “Uma agenda de trabalho com grande potencial de geração de emprego e renda rapidamente”, afirma ele, defendendo ainda a necessidade de conter o alto índice de afretamento de plataformas, e estimular a construção de plataformas e navios próprios da Petrobrás.

Para a FUP, também são necessários avanços nas obras de expansão da refinaria  Abreu e Lima (Rnest/ PE), Gaslub, (RJ), reabertura das fábricas de fertilizantes, como a Fafen do Paraná, e conclusão da fábrica de Mato Grosso do Sul. “Os prazos para a conclusão dessas obras estão muito distantes, 2028 e 2029. O que justifica uma refinaria que falta apenas 30% para ser concluída, como a Rnest, inaugurar só em 2028?”, indaga ele.

A FUP aplaude a criação da diretoria de transição energética da Petrobrás na gestão de Prates, mas não poupa críticas ao fato de a nova estrutura não ter apresentado nenhum projeto robusto proporcional ao tamanho a empresa, como, por exemplo, a produção de  energias solar e eólica e de combustíveis verdes. “Essa paralisia ocorreu por conta de o atual diretor da área ter colocado abaixo dele gerentes executivos que discordam do programa de governo do presidente Lula e, com isso, emperram iniciativas”, diz ele.

“A Petrobrás tem potencial de ser pioneira mundial no desenvolvimento de tecnologia  verde, gerando empregos no Brasil. Mas tem gente na gestão da empresa que não quer que a Petrobrás invista em transição energética, que não concorda com o projeto do governo. Essas pessoas não deveriam estar na administração da empresa”, frisa.

Em seu entender, algumas diretorias da Petrobrás cumpriram bem o seu papel, outras não. “Elogios e críticas precisam ser feitos: Prates foi quem mais travou lutas contra a privatização das estatais, em parceria com os petroleiros. Foi presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, esteve junto em grandes ações judiciais, foi contra o acordo entre o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Petrobrás que chancelou a privatização de refinarias, foi contra o PPI”.

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