FUP pressiona e nova direção da Petros anuncia mais uma suspensão dos empréstimos

Conquista é fundamental para aliviar financeiramente os participantes e assistidos impactados pelos descontos abusivos decorrentes dos equacionamentos dos PPSPs e cobranças indevidas relacionadas à AMS

petroleiros
2º Ato Unificado em defesa dos participantes da Petros ocorre no dia 23 de agosto, no Rio de Janeiro, no Edisen

[Da imprensa da FUP, com informações da Petros]

Após cobranças feitas pela direção da FUP e seus sindicatos, a nova direção da Petros anunciou que os participantes e assistidos poderão suspender por três meses as parcelas dos empréstimos. Essa é mais uma conquista fundamental para aliviar financeiramente as milhares de famílias que foram impactadas pelas cobranças dos equacionamentos dos PPSPs e dos descontos abusivos da AMS.

A medida foi anunciada pela nova direção da Petros, após reunião recente que a FUP teve com o novo presidente da Fundação, Henrique Jäger, e às vésperas da realização do 2º Ato Unificado contra os equacionamentos, que será realizado na próxima quarta-feira, 23, em frente ao Edisen.

A suspensão das parcelas dos empréstimos da Petros, assim como a interrupção das cobranças do saldo devedor da AMS (que a FUP já havia garantido no GT paritário da AMS/Empréstimos), darão um fôlego para as milhares de famílias de petroleiros e petroleiras que vêm amargando graves dificuldades financeiras, em consequência dos ataques e desmontes que o governo Bolsonaro e as gestões lavajatistas da Petrobrás e da Petros fizeram contra os dois principais benefícios da categoria.

Mais do que nunca, a unidade é fundamental para fazer avançar as negociações que a FUP e as demais entidades representativas dos participantes e assistidos estão fazendo no GT da Petros para acabar definitivamente com os equacionamentos dos déficits dos PPSPs.

Portanto, participe do 2º Ato Unificado do dia 23 de agosto, às 11h, no Edisen, e fortaleça a campanha para eleger os candidatos da Chapa Unidos para o Futuro da Petros, que disputa as vagas nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação.

Veja abaixo o comunicado da Petros sobre a suspensão das parcelas dos empréstimos:

PPSP-R, PPSP-NR e PPUF: parcelas de empréstimo podem ser suspensas por três meses

[Do site da Petros]

Atendendo a uma demanda dos participantes apresentada por meio de oficio pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade representativa, e considerando os debates em torno dos equacionamentos, de forma a possibilitar a redução do impacto financeiro sobre salários ou benefícios, decidimos oferecer a opção de suspender temporariamente por três meses (setembro, outubro e novembro) as parcelas de empréstimos dos participantes dos planos do PPSP-R, PPSP-NR e Plano Petros Ultrafértil (PPUF), com contratos de empréstimos ativos.

Em abril deste ano, já havíamos oferecido a opção de suspensão para os planos PPSP-R e PPUF e, desta vez, considerando o cenário atual, decidimos ampliar, cobrindo também o PPSP-NR. Além disso, é importante informar que a Petros está estudando uma revisão nas taxas de juros de empréstimos, buscando tornar esse serviço ainda mais acessível para os participantes.

Como solicitar a suspensão

A suspensão do empréstimo por três meses é opcional. Os interessados devem clicar no botão “Empréstimo”, na Área do Participante aqui do Portal Petros, no período de 21/8 a 3/9, e seguir as instruções. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo “Fale conosco”, pelo chat on-line ou ligue para 0800 025 35 45, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Lembrando que quem não se manifestar seguirá com a cobrança normal das prestações.

Os participantes dos planos PPSP-R e Ultrafértil que já haviam solicitado a suspensão temporária das parcelas do empréstimo nos meses de maio, junho e julho, se assim desejarem, devem solicitar novamente a suspensão.

Regras da suspensão

Lembramos que os participantes que optarem pela suspensão continuarão tendo o desconto dos valores referentes à taxa de administração do contrato e ao Fundo de Quitação por Morte (FQM), e os juros e a correção da inflação referentes ao período serão somados ao saldo devedor, de acordo com a taxa prevista no contrato. Por isso, recomendamos que avalie com cautela a decisão.

Cabe esclarecer ainda que, de acordo com nossas estimativas, ao optar pela suspensão da cobrança, o valor do contrato deve aumentar em cerca de 3%. Isso ocorre devido a incidência de juros e correção sobre o valor do saldo devedor. A projeção considera juros de 0,59% ao mês, conforme estabelecido em contrato, e inflação de 0,4% ao mês. A inflação foi estimada com base na média do IPCA entre janeiro e julho de 2023, podendo sofrer variações para mais ou para menos, a depender dos resultados econômicos do Brasil.

A suspensão temporária está disponível apenas para contratos firmados até 31/1/2023. Quem possui mais de um empréstimo nessa situação e deseja suspender temporariamente o pagamento de todos, deve fazer a solicitação para cada um deles. Os contratos com o pagamento temporariamente suspenso não devem ser movimentados com novação ou refinanciamento até 1/12, para não invalidar a suspensão.

Importante destacar ainda que a suspensão da cobrança do empréstimo não libera margem consignável para eventuais obrigações com outros agentes, como bancos ou plano de saúde.

Estamos à disposição para esclarecer suas dúvidas no “Fale conosco” ou pela nossa Central de Relacionamento (0800 025 35 45), de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

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