Editorial: um ano que ninguém se atreve a antever

É comum ocorrer no final de um ano as famosas “previsões” para o seguinte: “uma importante figura vai falecer”, “vai acontece um escândalo nacional”, “os astros indicam que podem ocorrer desastres naturais”… No entanto, ninguém em seu juízo normal pode indicar com algum grau de precisão o que nos espera em 2020. Se não há certezas, há cenários.

– Os ataques dos EUA ao Irã tem potencial de gerar grandes conflitos mundiais e mexer com a geopolítica mundial. O Brasil, pela primeira vez em muitos anos, alinhado à estratégia belicista, pode sofrer consequências.

> Bolsonaro foi eleito na esteira do crescimento da direita mundial, o impeachment de Trump (pouco provável) ou sua não reeleição, podem chacoalhar o tabuleiro mundial.
> No Brasil irão ocorrer eleições municipais. O comportamento do eleitorado este ano será um indicativo forte para a sucessão presidencial. O governo não decola na economia, se afunda nas questões sociais, aposta no obscurantismo e ignorância e patrocina o aumento da violência policial e das milícias. Um projeto que parece não ter fôlego para quatro anos.
> Internamente, a alta gestão da Petrobrás corre para entregar anéis, dedos e outras partes para o capital estrangeiro. Dá para imaginar Paulo Guedes ligando para White Castell esculhambando o gestor de botequim por não ter vendido tudo ainda.

Esses cenários são voláteis, irão depender de muitos fatores. Uma única coisa é previsão certeira: haverá muita resistência e luta do movimento sindical contra a entrega de nosso patrimônio, em defesa dos empregos e dos direitos.

 

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